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- Do enigma do mal em Basílio Teles ao pensamento teológico contemporâneo : contextualização histórica, análise filosófica e implicações teológicasPublication . Lobo, Júlio Dinis Osório de Castro Taveira; Angélico, José Pedro
- A religião vista por quem não a tem : uma leitura da Religião para ateus de Alain de BottonPublication . Borges, João Pedro Teles; Angélico, José Pedro
- Relatório de estágioPublication . Coelho, Maria Amélia Rei; Santos, Alexandra SarreiraEste relatório insere-se no plano de estudos do Curso de Pós-Licenciatura em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatrica, da Universidade Católica Portuguesa e tem como principal objectivo descrever e reflectir sobre as actividades desenvolvidas e competências adquiridas ao longo do estágio, bem como servir de instrumento de avaliação. O estágio desenvolveu-se em três diferentes módulos. O módulo I, onde desenvolvi competências especializadas ao nível da promoção de estilos de vida, diagnóstico e prevenção da doença mental, foi realizado no Centro de Dia do Centro Social e Paroquial de Carnide. O módulo II foi realizado na Clínica Psiquiátrica II do Hospital Júlio de Matos e, durante a sua realização, pude desenvolver competências especializadas na área da intervenção na crise do adulto e suas famílias. O módulo III decorreu na Unidade Maria Josefa da Casa de Saúde da Idanha e foram desenvolvidas competências especializadas na prestação de cuidados em gerontopsiquiatria, tendo por base a estimulação cognitiva em processos demenciais. O tema principal deste trabalho é a demência. Numa altura em que a sociedade está cada vez mais envelhecida, cuidar de utentes com o diagnóstico de demência torna-se um desafio para a enfermagem e principalmente para a enfermagem especializada em Saúde Mental e Psiquiatria. Este trabalho reflecte os ganhos em saúde para os utentes, suas famílias e cuidadores como consequência de intervenções de enfermagem especializada.
- A trajetória do professor por entre desafios e paradoxos : histórias de insensatezPublication . Pedro, Paulo Martins; Alves, José Joaquim Ferreira MatiasO tempo, como o mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa. Padre António Vieira, História do Futuro, (1718) O presente trabalho resultou de um percurso de vida e profissional, que se foi construindo ao sabor dos acontecimentos e que culminou nas aprendizagens e reflexão, que foram despoletadas com a frequência do mestrado em Ciências da Educação, especialização em Administração e Organização Escolar. O título do relatório, A Trajetória do professor por entre desafios e paradoxos - histórias de insensatez enquadra-se nas vivências e experiências do autor enquanto profissional da educação, num tempo marcado por mudanças profundas nas escolas e nas competências dos professores. O trabalho desenvolve-se em três capítulos. No primeiro, procedo ao enquadramento teórico das problemáticas abordadas, realçando o valor da atitude reflexiva dos professores no exercício da sua profissão, facilitadora de um processo formativo individual que parte de si, das suas vivências e reflexões. Neste âmbito são de salientar, pela sua pertinência, as narrativas autobiográficas e de reflexão para a mudança de práticas, reconhecendo-se que é através das histórias de vida que se identificam novas propostas de formação para os professores e para a profissão docente (Nóvoa, 2007). No segundo capítulo faço a análise reflexiva da minha prática profissional através do relato das diversas escolas por onde passei, procurando salientar os momentos marcantes, positivos e negativos, da carreira e qual a sua importância para o meu desenvolvimento profissional. No âmbito do terceiro capítulo destaco alguns casos/dilemas mais marcantes do meu percurso e as soluções que pus em prática para os solucionar. É um trabalho narrativo das dinâmicas sofridas e usufruídas que contribuíram, indelevelmente, para o meu desenvolvimento profissional e para a (re)construção da minha identidade profissional. A elucidação e interpretação do meu percurso profissional concretiza-se à luz dos quadros teóricos das Ciências da Educação. Pretende-se assim, uma abordagem, teoricamente sustentada, sobre a minha vivência, enquanto professor de diversas escolas do ensino básico e secundário, no ensino público português. Essa vivência que decorre desde a entrada no ensino, em 1988 até ao momento actual, foi marcada por muitas “pedras no caminho”, momentos marcantes da minha profissão docente. Assim, a presente narrativa salienta a descrição de dilemas/casos que foram surgindo no meu quotidiano, onde procuro identificar os momentos marcantes, positivos e negativos da minha vida profissional e o modo como me senti na escola, no pressuposto de que as histórias/narrativas dos professores são fundamentais para a compreensão do modo como os mesmos vivenciam, sentem e gerem o seu dia-a-dia na escola. De acordo com Hargreaves & Fullan (1992) a carreira de um professor é o resultado de um processo de desenvolvimento e formação permanentes, a que não são alheios, por um lado, os conhecimentos que vai adquirindo ao longo da sua vida profissional e, por outro, o seu caráter e o contexto económico-social em que exerce a sua atividade. Reconhece-se, ainda, que o desenvolvimento pessoal e profissional, a formação da identidade do indivíduo como pessoa, diferente dos demais, resulta do facto de pertencer a uma certa classe social, educado nos valores a ela inerentes, com um percurso académico distinto, trilhado em estabelecimentos de ensino determinados, com diferentes vivências que moldaram o seu carácter. É frequente, os professores compararem o seu percurso profissional a uma viagem, metáfora que ilustra bem os prazeres e contratempos típicos a ela inerentes mas que contribuem para que se torne inesquecível e inigualável. O meu percurso profissional encontra-se povoado de obstáculos mas, tal como nas histórias de viagens, conseguir ultrapassá-los proporcionou-me momentos de grande satisfação. A partilha de dilemas e casos de ensino, de frustrações, de alegrias, de estratégias, de metodologias, de conhecimentos académicos e pedagógicos poderão contribuir para mais conhecimento e desenvolvimento profissional, mas também uma maior abertura à própria comunidade educativa, onde se desenrola a acção dos professores e um maior envolvimento pessoal no projecto educativo da escola. Se na escola existir, ou for criado, um clima e espaços favoráveis à partilha do sentir singular, introduzindo-o e comparando-o com o plural, todos terão a ganhar: professores, alunos e o sistema educativo em geral. Da análise que realizei, dois aspectos me parecem dignos de registo: por um lado, o sentimento de angústia dos professores em geral, causado pela perda da legitimação tradicional da tarefa docente, fruto das inúmeras e, por vezes, contraditórias mudanças; por outro, apesar de se valorizar a partilha e o trabalho colaborativo, este continua a ser uma miragem nas nossas escolas. Pierre Furter – afirma que “o horizonte não existe para nos trazer de volta à origem, mas para nos permitir medir toda a distância que temos a percorrer. O homo viator constrói uma casa apenas para o tempo necessário, pois é caminhando que ele se encontra e descobre o sentido da sua acção”. (Furter, 1966: 26). Torna-se necessário um pensamento que não se feche nem nas fronteiras do imediato, nem na ilusão de um futuro mais-que-perfeito. À maneira de Reinhart Koselleck (1990), interessa-me compreender de que modo o passado está inscrito na nossa experiência atual e de que modo o futuro se insinua já na história presente.” (Nóvoa, 2009: 1)
- A ordem errática e a instituição do modelo de gestão previsto no decreto-lei 115-A/98 : narrativas de uma vivênciaPublication . Castro, Zélia Maria de Oliveira Pereira; Alves, José Joaquim Ferreira MatiasEste trabalho desenvolve-se em torno da análise sociopolítica e teórico-conceptual da realidade educativa e escolar, aquando da aplicação do decreto-lei n.º 115-A/98 que aparece nas estruturas do Ministério da Educação, como o normativo que vem regulamentar os órgãos de direção e gestão e, consequentemente, aprofundar a autonomia das escolas. Procura abordar, fundamentalmente, as interconexões entre as duas dimensões organizadas, estudadas no âmbito da teoria das organizações: a dimensão racional-burocrática, com as suas características de rigidez, estabilidade e uniformidade e a dimensão política, que apresenta marcas de ambiguidade, variabilidade e conflitualidade. Estas dimensões foram abordadas no primeiro capítulo deste relatório, através dos modelos da burocracia e do sistema político, fazendo-se também referência ao modelo da ambiguidade, constatando-se que configuram sistemas de dominação que mantêm entre si relações complexas, isto é, podem variar desde o reforço mútuo até à anulação recíproca. Teoricamente, procurou-se refletir e compreender como é que as lógicas burocráticas fundadas na hierarquia, na autoridade e no conformismo se relacionam com a racionalidade política baseada na instabilidade, no conflito e na negociação. Partiu-se do pressuposto enunciado por Crozier (1964: 159) de que “sistema rígido não se ajustará facilmente à mudança mas tenderá a resistir-lhe”. Ao analisar a realidade do sistema educativo português, percebe-se que, durante largos anos, se pautou pela rigidez e pela excessiva centralização, daí a resistência demonstrada pelos atores, neste contexto de aplicação do referido diploma, nomeadamente, quando se implementam os novos órgãos (com destaque para a Assembleia de Escola) e são elaborados os documentos fundamentais da escola (nomeadamente, o Regulamento Interno, o Projeto Educativo de Escola e o Projeto Curricular de Escola). A chegada deste normativo foi, porém, anunciada, por outros que o antecederam e que, no segundo capítulo, foram sumariamente descritos, num breve historial legislativo. De facto, é necessário remontar ao século passado para reconhecer que, a partir daí, novos desafios se colocavam ao mundo da educação, nomeadamente, propõem-se novas finalidades e cometem-senovas funções à escola. Esta necessita, por isso, de uma nova dinâmica organizacional, capaz de lidar com as novas exigências de uma escola de massas. Concretamente, no caso português e, depois do período conturbado que se segue ao 25 de abril de 1974, procura-se implementar um modelo de administração escolar que, de certa forma, devolve à escola a capacidade de escolher os responsáveis pela sua direção. Claro que, nesta fase, muito embora as escolas escolhessem os seus próprios gestores, estes continuavam na dependência direta do Ministério da Educação. Contudo, é na década de 80 que a reforma da administração escolar portuguesa vai despoletar. A publicação de uma lei-quadro para o ensino, a entrada de Portugal na CEE e os resultados de estudos nacionais e internacionais que começaram a aparecer, valorizavam a escola como um centro de decisão política, daí a necessidade urgente de uma reforma global para o sistema educativo. Deste modo, o percurso pela legislação, acima referido, inicia-se com a Lei de Bases do SistemaEducativo, recebe um impulso com osDecretos-Lei nº 43/89 de 3 de fevereiro e nº 172/91 de 10 de maio,até à chegada do modelo de administração previso no Decreto-Lei nº115-A/98, em que se vão enfatizando os conceitos de autonomia, projeto educativo e comunidade educativa considerados estruturantes neste processo. A aplicação deste diploma permitiu refletir sobre as diferentes conceções de autoridade e poder, bem como sobre os conceitos de direção/gestão, autonomia, liderança e tomada de decisão. A narrativa dos episódios e situações em que se desenrolou todo o processo de implementação deste novo modelo é apresentada no terceiro capítulo do presente relatório. Aí é dado especial enfoque à instalação dos novos órgãos de gestão da escola e perspetivas com que foram encarados pelos diversos atores, assim como as relações entre eles, à luz dos referenciais teóricos e dos conceitos que gravitam à sua volta. Relativamente aos órgãos, deu-se maior relevo à assembleia de escola e conselho executivo, (interrelacionando os poderes de um e de outro, enquadrando-os no contexto da administração central, regional e local), procurando encontrar alguns contributos para a construção da autonomia das escolas, não descurando as contradições resultantes da ambiguidade do próprio modelo. Na verdade, não obstante o relevo, legalmente, conferido à assembleia de escola, em termos de realidade de facto, o conselho executivo continua a ser o órgão prevalecente, assumindo-se, assim como o verdadeiro órgão de direção da escola. Por outro lado, a partilha do poder com outros atores acabou por suscitar no corpo docente receios de perda do poder. Havia relutância, ou mesmo resistência por parte dos professores, em abrir a escola a outros agentes interessados e com responsabilidades no processo educativo, alguns deles exteriores à escola, o que se fez sentir, sobremaneira, em relação aos pais e encarregados de educação. Efetivamente, ao longo desta narrativa sobressai, da parte do corpo docente, uma atitude de reserva para com o diploma, talvez porque mantinha a expetativa de que o processo não avançasse e o status quose mantivesse. Por outro lado, tal atitude era o reflexo da administração fortemente centralizada, burocrática, hierárquica e regulamentada que vigorou durante décadas. A elaboração dos documentos fundamentais da escola é outro exemplo que acusa esses traços, já que resultou em meros dossiês, que pouco mais conseguiram, do que uma boa caracterização da escola. À medida que o processo de implementação se vai desenrolando, vai-se percebendo que a resistência dos atores, neste caso, os professores, se manifesta através do confronto e/ou do conflito, quando são postos em causa os seus interesses pessoais, objetivos e privilégios, obrigando a uma atitude de maior controlo e vigilância por parte da Comissão Executiva Instaladora e, mais tarde, do Conselho executivo. Este órgão incumbido de operacionalizar o novo modelo de gestão e administração, acaba por personalizar o diploma e torna-se alvo da desconfiança e da má vontade de um grupo de professores da escola Azul, por sinal o grupo dos efetivos e mais velhos da “casa”. A partir daqui, muitos episódios, alguns deles insólitos, aconteceram, numa tentativa de desviar aquele órgão dos seus reais propósitos. A influência deste grupo, detentor do poder informal, punha em causa o poder instituído ou seja a autoridade formal. Torna-se, por isso, visível a existência de “escolas” dentro da escola Azul. Este cenário vai permanecendo, à medida que se instalam os novos órgãos e se elaboram os projetos da escola, acentuando-se com a chegada de outros normativos, como é o caso de decreto-Lei nº6/2001 (objeto de resistência face ao funcionamento das novas áreas curriculares não disciplinares) ou com a constituição do agrupamento vertical de escolas (onde se constata a relutância face ao trabalho colaborativo com os professores de outros níveis de ensino. Finalmente, encerra-se o terceiro capítulo com uma abordagem sumária sobre os vários tipos de lideranças. Reconhece-se a complexidade deste conceito, a dificuldade em distinguir os modelos, pelo que nenhum deve prevalecer sobre o outro. Pelo exposto, o equilíbrio poderá conseguir-se, através de uma liderança combinada, ou seja utilizar no momento adequado, a estratégia mais adequada. Reconhece-se, igualmente, que a almejada autonomia se ficou pela autonomia relativa, pois continua a verificar-se uma excessiva dependência face à administração central. Mais uma vez,não aconteceu a convergência entre o discurso político e a ação, não se observando que as instâncias locais ganhas sem poder, relativamente ao poder central. Não obstante alguns dissabores, foi um período extremamente fecundo, pelas aprendizagens que possibilitou e também pelo trabalho colaborativo que foi possível desenvolver com alguns professores e encarregados de educação, entre outros atores, que, inversamente, adotaram uma atitude de apoio e de trabalho, acreditando que o novo diploma poderia trazer algumas mudanças pedagogicamente benéficas para a comunidade educativa. Hoje, a leitura desta vivência,para a qual muito contribuiu a presente reflexão,permite uma outra visão da organização escolar, mais consciente e mais crítica, mais madura e mais profunda. Apesar das limitações do tempo, porque muitas são as atividadese as responsabilidades, não sóno espaço da escola, mas sobretudo nogrande espaço da vida, valeu a pena, há quinze anos atrás,não ter ficado em casae ter aproveitado a oportunidade para lermais algumas páginas. Para tudo há uma ocasião certa; Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou (…) Tempo de derrubar e tempo de construir (…) Tempo de procurar e tempo de desistir (…) Tempo de calar e tempo de falar O que ganha o trabalhador com o seu esforço? (…) não há nada melhor para o homem do que desfrutar o seu trabalho, porque esta é a sua recompensa. Eclesiaste 3, 1-3;6-7;9;12-14
- Em busca da melhoria : de como nasceu e se produziu um projeto de articulação curricularPublication . Passos, Maria Isabel Ferreira Leal Zamith de; Vieira, Maria Ilídia de Meireles Cabral da RochaUma instituição de ensino que se preze almeja sempre a melhor preparação para os seus alunos. Na conjuntura atual, ainda tem de se confrontar com o desafio da constante adequação à realidade, a par de uma busca incessante de sentido para a sua ação. As exigências que se lhe deparam têm a ver com a preparação de cidadãos mais conscientes para um mundo em mudança, mais adaptados a diferentes paradigmas e papéis a desempenhar, numa sociedade em constante alteração. O caminho a seguir por uma escola só pode ser o caminho para o sucesso escolar; encontrar os mecanismos que garantam essas condições a todos os alunos é a função do líder e da sua equipa e, no fundo, de todos os que fazem parte da escola. Tentarei descrever a minha experiência pessoal ao longo dos últimos anos à frente de um agrupamento de escolas; de que forma tentei colocar a logística ao serviço do sucesso, assumindo sempre este último como uma prioridade; por fim, explanar por que motivo liderança e busca pela melhoria se podem efetivamente cruzar, completar e confundir no percurso de um líder, desde que haja para isso a necessária motivação.
- Relatório de estágioPublication . Vaz, Eduardo José Vicente; Santos, Alexandra SarreiraO presente relatório descreve o meu percurso realizado no Estágio, as experiências que vivi, o trabalho que desenvolvi, os conhecimentos que apreendi e acima de tudo o que modifiquei em mim e nos outros nas vertentes da promoção de estilos de vida, diagnóstico, prevenção, reabilitação e reinserção da pessoa com a doença mental. A relação interpessoal enfermeira – utente é base para a manutenção e/ou recuperação da saúde, pelo que todas as intervenções realizadas tiveram como base este pressuposto. No âmbito da intervenção em situação de crise, fiz uma reflexão do percurso profissional pessoal na área de saúde mental e psiquiatria, de forma a tomar consciência das competências especializadas adquiridas. Na vertente de reabilitação e reinserção social participou-se na construção e reformulação de planos individuais de reabilitação e desenvolveu-se um projecto que visou o estímulo cognitivo, contribuindo para a reabilitação psicossocial do doente internado na Unidade de Reabilitação I em Leganés - Madrid. Na área da promoção da saúde, diagnóstico e prevenção de utentes Sem Abrigo, foram identificados problemas e/ou eventuais áreas de intervenção e feita a avaliação do estado de saúde geral dos mesmos. Toda a actuação foi direccionada para a educação para a saúde e realizou-se no “aqui e agora”. Foi também criada uma consulta de enfermagem, sediada no Centro Porta Amiga das Olaias, aberta a toda a população que frequenta o centro. As actividades/intervenções realizadas contribuíram para o autoconhecimento e compreensão das intervenções terapêuticas eficazes na promoção e protecção da saúde mental, na prevenção da doença, no tratamento e na reabilitação objectivando a adequação das respostas da pessoa/doente/família face aos problemas relacionados com a doença mental.
- Conflitos e dilemas éticos no trabalho social : uma análise do trabalho dos técnicos de infância e juventude da Segurança SocialPublication . Cardoso, Ana Inês Vieira; Cunha, LilianaO presente estudo tem como objetivo principal a compreensão dos conflitos e dilemas éticos que atravessam a atividade profissional dos trabalhadores do NIJ e que implicações comportam ao nível do trabalho, da saúde e da vida pessoal destes trabalhadores. Para isso, privilegiou-se uma metodologia qualitativa, através da realização de entrevistas junto de oito participantes do serviço de Promoção e Proteção do Instituto Segurança Social, I. P., Centro Distrital do Porto. Com a análise dos dados verificou-se que ao nível das condições de trabalho, os participantes referem maioritariamente o “volume de trabalho” como um dos principais constrangimentos da sua atividade. Quanto aos dilemas éticos, estes foram divididos em quatro grupos: dilemas éticos relativos à identificação com a história pessoal do trabalhador; dilemas éticos associados às práticas profissionais dos pares; dilemas éticos ao nível do prescrito da organização e, por fim, dilemas éticos associados ao público-alvo de intervenção. O confronto com dilemas éticos leva os trabalhadores a empreender determinadas estratégias no sentido da resolução ou diminuição destas situações. Tornou-se visível o desenvolvimento de estratégias coletivas de apoio (discussão e debate dos casos em equipa); a utilização de instrumentos de referências (utilização do manual técnico) e ainda as estratégias individuais (abandono do posto de trabalho). A partir dos discursos dos participantes, foi possível ainda reconhecer os custos que estas situações comportam na saúde e na sua vida pessoal. Ao nível da saúde o efeito mais visível é o cansaço destes trabalhadores. Ao nível da vida pessoal, a conciliação família-trabalho acaba por ficar por vezes impedida perante as situações de trabalho. Embora as intervenções ao nível das condições de trabalho estejam de alguma forma comprometidas pela crise que vivemos, urge dar visibilidade e debater estas situações de trabalho, sob pena do seu silêncio por em causa a saúde e o bem-estar destes profissionais.