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- Estudo da velocidade de exposição radioactiva de doentes submetidos a cintigrafia de perfusão do miocárdio após primeira e segunda injecção do radiofármaco, no mesmo dia.Publication . Faria, Diana Queirós Carvalho Pinto de; Costa, Durval Campos; Faria, Diogo Alexandre Borges de; Silva, Joana Vale Ferreira daNo âmbito da Medicina Nuclear/Molecular, o principal objectivo do presente trabalho prendeu-se com a determinação da velocidade de exposição derivada de pacientes que realizaram uma cintigrafia de perfusão do miocárdio, após ambas as injecções. Subsequentemente, e mantendo-se central atenção no mesmo propósito, surgiu o interesse em se avaliar o efeito “esvaziar a bexiga” na diminuição da velocidade de exposição, previamente à saída dos pacientes das instalações hospitalares. Com vista à realização de um estudo comparativo, aplicaram-se, posteriormente, as doses recomendadas pela European Association of Nuclear Medicine (EANM). O efeito induzido pela distância foi igualmente alvo de apreciação, quer na análise da variação da velocidade de exposição derivada da eliminação por via urinária, como, num último ensaio, onde se valorizou a variável “área”. Uma vez que seria necessário o estabelecimento de um tempo de medição protocolar, o corrente trabalho assentou, ainda, na comparação dos resultados encontrados da utilização de 10 e 60 segundos. No desenvolvimento de toda a investigação desencadeada utilizou-se como instrumento de medição um contador Geiger-Müller. Deste modo, a metodologia adoptada assentou essencialmente na medição de pacientes ao nível do tórax e da bexiga e, numa última análise, de uma fonte pontual e de um fantoma rectangular. Como principais resultados destacam-se a percepção da inexistência de diferenças entre a utilização de 10 ou 60 segundos, como tempo de aquisição de contagens, e a observação de uma diminuição na velocidade de exposição, devida ao esvaziamento da bexiga dos utentes, de aproximadamente 18,5% e 20,6%, ao nível dos pontos Tórax e Bexiga, respectivamente. As velocidades de exposição médias encontradas após a primeira injecção corresponderam a 8,62 e 10,78 μSv/h e, numa segunda administração de radiofármaco, a 25,15 e 30,85 μSv/h, ao nível do tórax e bexiga, respectivamente. Por seu lado, aplicando as doses recomendadas pela EANM, observa-se, claramente, um aumento da velocidade de exposição após ambas as injecções. A variável “distância” provou ser decisiva na interpretação do efeito “esvaziar a bexiga”, ao passo que a introdução do factor “área” na medição da velocidade de exposição se evidenciou determinante no contexto em que foi aplicado. Pelo presente trabalho foi então possível verificar que a velocidade de exposição apresentada pelos utentes que realizaram cintigrafia de perfusão do miocárdio não ultrapassa o limite estabelecido (50 μSv/h). No entanto, a adopção protocolar do esvaziamento da bexiga dos pacientes possibilita ainda uma significativa diminuição do parâmetro avaliado.
