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- As funções socioeducativas do diretor técnico : lar de infância e juventude da Casa de TrabalhoPublication . Soares, José Manuel Bento; Baptista, IsabelEste relatório pretende dar conta do meu percurso de diretor técnico do lar de infância e juventude (LIJ) da Fundação Casa de Trabalho Dr. Oliveira Salazar – Patronato de Santo António, em Bragança. É um exercício de reflexão, teoricamente fundamentado, sobre a experiência enquanto agente socioeducativo responsável pela gestão do LIJ. A reflexão, sobre o percurso profissional, está intimamente ligada à missão da instituição: acolher crianças e jovens ao abrigo da lei de proteção. Esta função é exercida num quadro de profundas mudanças sociais, culturais e legais do sector da proteção e promoção da infância e juventude. Tentámos à luz do conhecimento produzido nas áreas das ciências sociais e da educação refletir as nossas práticas pedagógicas. A análise da prática profissional realiza-se com base nos projetos pedagógicos institucionais. Esta reflexão estrutura-se num contínuo temporal, desde 1998, ano em que assumi esta função e a atualidade, evidenciando a experiência enquanto profissional, sujeito e ator das mudanças operadas na Casa de Trabalho. Compete ao diretor técnico assegurar que cada criança encontra, no espaço do LIJ, um ambiente propício ao seu desenvolvimento. Esta função consiste na supervisão da aplicação, na prática, dos pressupostos essenciais para o desenvolvimento da criança em todos os momentos da sua permanência na instituição, no seu acolhimento, no seu acompanhamento, na criação de condições para o regresso à sua família e na sua desinstitucionalização. A compreensão dos conceitos de necessidades, o estudo da aplicabilidade das respostas e a avaliação das práticas são fundamentais para orientar os educadores na relação com a criança. O quotidiano é organizado tendo em atenção o que consideramos essencial para a criança e que nos define como uma instituição de acolhimento e educação. Neste acompanhamento deve estar, permanentemente, presente o conceito de individualidade: cada criança é um indivíduo inteiro e original, que transporta a sua história de vida: os seus traumas, as suas relações de afeto, as suas expectativas, anseios e medos. Esta perspetiva individual deve estar no centro de todas as nossas tarefas e relações educativas. Refletimos estas abordagens numa articulação entre vinculação, individualidade/identidade e acolhimento institucional no desenho do projeto de vida individual das crianças que nos são confiadas. O quadro teórico-prático, fornecido pela pedagogia social, quando subjacente às tarefas do cuidar e educar no espaço alargado do LIJ, permite perspetivar uma dinâmica em que cada indivíduo, crianças, pais e colaboradores são sujeitos e atores da mudança. Em suma, consideramos que incentivar uma cultura de integração e complementaridade de saberes, dos vários domínios das ciências sociais e da educação, possibilitará a expressão da originalidade e criatividade de cada projeto de vida individual.
