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- A gestão de investigação, desenvolvimento e inovação : estudo comparativo de dois projetos com base nos referenciais normativos de certificação de Projetos IDIPublication . Rocha, Cristina Margarida Caiado Ferrão Araújo; Hogg, Timothy Alun; Ramos, Manuel Joaquim de AzevedoA Investigação, o Desenvolvimento Tecnológico e a Inovação (IDI), converteram-se em elementos prioritários de qualquer país industrializado numa economia global. Não basta ter uma boa ideia, é necessário ser capaz de gerir de modo sistemático e planeado o conhecimento gerado, aproveitando os recursos para se converter em valor e criar riqueza. Dando sequência à estratégia da União Europeia, Portugal tem vindo a criar instrumentos de apoio à Investigação e Inovação, áreas cruciais ao desenvolvimento sustentado. A gestão de inovação, embora complexa, pode ser sistematizada e organizada numa metodologia com requisitos passíveis de serem auditados e, consequentemente, certificados, tendo sido editado um conjunto de normas portuguesas de IDI que veio desmistificar o conceito de IDI como algo intangível. O modelo subjacente ao Sistema de Gestão da IDI é compatível e está alinhado com outros sistemas de gestão, possibilitando a sua integração num único sistema. No presente estudo, partindo das referidas normas, pretendeu-se avaliar as forças competitivas e as fragilidades, de uma instituição de Ensino Superior e de um Laboratório de Estado, associadas à gestão de dois projetos de I&D com cariz inovador. Para o alcance do objetivo, procedeu-se a um Estudo de Caso, baseado em entrevistas estruturadas e um quadro de referências teóricas, complementado com o diagnóstico estratégico das entidades, por aplicação da análise SWOC. Os resultados obtidos reforçam a necessidade de considerar na fase de planeamento, os riscos previstos para o projeto, que podem afetar de forma relevante a execução, os resultados, a duração e os custos, estabelecer planos de mitigação e procedimentos de atuação. Da atitude observada em ambas as instituições conclui-se que, o facto de recorrerem a fontes de financiamento externo induziu a monitorização de resultados e dos custos do projeto. Constatou-se a mais-valia, da lista de verificação dos requisitos de projetos IDI, no sentido de instituir práticas de acompanhamento interno a instituições que desenvolvem este tipo de projetos e de avaliação externa a entidades certificadoras ao nível da certificação da Gestão de Projetos de IDI. Foi possível identificar, que a Certificação dos Projetos de IDI lhes confere credibilidade e transparência sobre o conteúdo em IDI, e permite demonstrar interna e/ou externamente, qual o seu teor efetivo em IDI, avaliando-se orçamentos e custos para verificar a adequabilidade do investimento. Da investigação efetuada, confirmou-se que os princípios inerentes à Gestão da Qualidade, permitem potenciar as práticas inovadoras, e que a Certificação da Gestão da Inovação, não condicionando a criatividade, poderá ser um passo relevante na consolidação dessas práticas. Concluiu-se que o potencial para inovar será pleno, quando as instituições estabelecerem uma cultura de melhoria contínua, envolvendo os colaboradores na procura da criatividade.
- Novos media, novas marcas : a comunicação da marca corporate no contexto semiótico-cognitivo dos novos mediaPublication . Soares, Fátima Patrícia Nunes da Encarnação Marques Dias; Ilharco, Fernando Albano Maia de MagalhãesEsta investigação debruça-se sobre a marca corporate como objecto de estudo das ciências da comunicação, explorando a possibilidade de o contexto ser um factor determinante para o êxito na sua comunicação. Assente numa abordagem interpretativista, esta investigação parte de um conjunto de pressupostos que constituem o seu enquadramento teórico para a proposta de argumentos e hipóteses que testa empiricamente. O enquadramento teórico proposto assenta na articulação do posicionamento na tradição sociocultural em ciências da comunicação com contributos de outras tradições do mesmo campo científico e de outros afins. Por um lado, a concepção da sociedade como um conjunto de quadros mentais de referência, convenções e significados partilhados que ao mesmo tempo emergem e enquadram a comunicação remete para a exploração da sociedade contemporânea como o contexto da comunicação da marca corporate. Por outro lado, uma concepção substantivista da tecnologia, bem como o reconhecimento da relação interactiva entre ser humano, tecnologia e sociedade, apontam para a identificação dos novos media como a característica mais distintiva – e mesmo modeladora – da sociedade contemporânea. Esta investigação explora, portanto, as relações entre comunicação, sociedade e tecnologia, concretizados na comunicação da marca corporate na sociedade contemporânea, caracterizada pelos novos media, emergindo a cognição como o ponto de influência entre aqueles fenómenos. Como se relaciona a comunicação da marca corporate com os significados partilhados e as estruturas cognitivas que são característicos da sociedade em que vivemos? O ajustamento favorece a obtenção das imagens de marca pretendidas pelas organizações? O que favorece mais o êxito da comunicação da marca corporate, uma relação de sintonia ou de contraste relativamente às características semióticas e cognitivas contextuais? O trabalho empírico foca 15 casos de renovação ou mudança da marca corporate de grandes organizações portuguesas, ocorridos entre 2004 e 2011. Articulando uma análise de conteúdo com uma análise semiótica comparativas dos logótipos anteriores e actuais como métodos qualitativos de análise visual, complementadas por entrevistas semi-estruturadas a um membro de cada organização que tenha estado envolvido no processo de renovação ou mudança da marca corporate, a nossa exploração interpretativista dos resultados confirma uma tendência clara de ajustamento por sintonia entre as características formais e o conteúdo das novas marcas corporate e o contexto semiótico-cognitivo contemporâneo. Contudo, o êxito da comunicação da marca corporate não é favorecido por essa sintonia, mas por um equilíbrio entre elementos coincidentes e contrastantes das marcas que seja determinado pelas organizações em função das suas estratégias, objectivos e características.
