Percorrer por autor "Varandas, Mariana de Almeida"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Teleneuropsicologia : fiabilidade e aceitação em provas de memóriaPublication . Varandas, Mariana de Almeida; Ribeiro, Filipa Delgado Neiva CorreiaIntrodução: O recurso ao teleatendimento em intervenções psicológicas experimentou, nos últimos anos, um grande incremento. Esta forma de contacto com o paciente traz implicações a considerar, nomeadamente, em avaliação neuropsicológica. Assim, a fiabilidade das provas neuropsicológicas neste formato, bem como a sua aceitação, devem ser estudadas. Em contexto neuropsicológico, são várias as situações em que existe necessidade de acompanhar e reavaliar as pessoas ao longo do tempo, em particular na área do envelhecimento. A avaliação repetida ao longo do tempo pode ter a sua validade diminuída pelo que se recomendam versões alternativas dos testes de avaliação. A possibilidade de avaliações e reavaliações em formatos presenciais e com recurso a meios online de comunicação à distância, gera a necessidade de instrumentos com versões alternativas com boa fiabilidade para aplicação por teleatendimento. Todavia, em Portugal, estão publicados poucos estudos quer relativos à fiabilidade e aceitação do teleatendimento, quer a versões alternativas dos instrumentos de avaliação neuropsicológica mais utilizados. Estudo 1: Metodologia: Desenvolveram-se duas histórias comparáveis com as duas mais usadas a nível estrutural e paridade de conteúdo que foram posteriormente avaliadas por um grupo de peritos. Foi realizado um pré-teste para criar critérios de cotação provisórios. As duas histórias em uso e as duas novas foram aplicadas a 80 adultos sem suspeita de deterioração cognitiva. Resultados: As novas histórias têm valores de consistência interna aceitáveis. Os resultados demonstraram correlações positivas moderadas entre os parágrafos originais e os das versões alternativas. Foram encontradas diferenças significativas entre os resultados de desempenho nas histórias alternativas e as histórias homólogas, nos dois momentos de evocação. Conclusão: As correlações obtidas indiciam que as novas histórias podem ser uma alternativa válida à versão original, nos casos em que é necessária uma reavaliação. Dadas as diferenças em termos de pontuação, não devem ser comparados diretamente resultados das histórias originais e das histórias alternativas devendo as novas histórias ser validadas para a população portuguesa, para a obtenção de valores normativos. Estudo 2: Metodologia: A amostra consistiu em 44 adultos sem suspeita de deterioração cognitiva. Realizaram uma sessão presencial e outra por videoconferência, nas quais se aplicaram provas de memória verbal e outras medidas cognitivas, questionários de caracterização (dados sociodemográficos, queixas de memória e literacia informática), de funcionalidade, sintomatologia depressiva e satisfação da teleconsulta. Resultados: Os resultados não revelam diferenças significativas entre os desempenhos das provas de memória verbal nas duas condições. A satisfação da teleconsulta foi elevada, mas não correspondeu a uma maior preferência por este modo. Conclusão: A avaliação neuropsicológica da memória episódica auditivo verbal através de teleatendimento é viável e bem aceite pela população mais velha portuguesa e os dados apontam no sentido de os resultados obtidos serem fiáveis como medida de memória episódica.
