Browsing by Author "Valente, Helena Isabel Marques"
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- Auditorias externas nas Forças Armadas : um estudo de caso na Força Aérea PortuguesaPublication . Valente, Helena Isabel Marques; Correia, Maria Luísa C. F. Leite Castro AnacoretaSendo o objetivo primordial de uma auditoria o aumento do grau de confiança dos destinatários das demonstrações financeiras, e dado o atual clima de falta de confiança da população para com as Forças Armadas no que respeita aos bons comportamentos éticos e morais de quem as dirige, importa perceber de que modo são efetuadas as auditorias nestes organismos. Percebeu-se que quem emite uma opinião de auditoria acerca da Força Aérea é a Inspeção Geral da Defessa Nacional (IGDN), através de um relatório, sendo então este o organismo externo que audita as Forças Armadas. No entanto, este organismo, apesar de externo para a Força Aérea, é interno para o Estado, sendo que o órgão máximo é o Tribunal de Contas. O objetivo desta investigação, à partida, seria validar todo o processo de auditoria efetuado pela IGDN, comparando e confrontando com os procedimentos efetuados por uma auditora independente mas, por constrangimentos temporais, foi necessário limitar o seu âmbito. Assim, definiu-se a seguinte questão de investigação: “Será que os procedimentos adotados pela IGDN nas áreas de inventários e de compras cobrem os riscos que uma auditoria financeira a estas áreas prevê cobrir?” Para dar resposta à questão de investigação, utilizou-se o método de entrevistas exploratórias, de análise documental e de observação direta. Para além dos constrangimentos temporais, teve-se como limitações a não obtenção de permissão da gravação das entrevistas e a impossibilidade de obter cópias dos manuais existentes na IGDN, bem como de outros documentos importantes para a investigação. A sua consulta foi apenas efetuada no local. Foi possível constatar que existem procedimentos que a IGDN não efetua para a mesma atividade identificada pela auditora independente e que, por sua vez, há riscos inerentes a esses procedimentos que não são cobertos. Os riscos que mais se identificaram sem procedimentos adequados foram os riscos de cut-off, de valorização de inventários e do risco de fraude. Assim, concluiu-se que nem todos os riscos que uma auditoria financeira às áreas de inventários e de compras prevê cobrir, são cobertos pelos procedimentos utilizados pela IGDN para estas mesmas áreas.
