Percorrer por autor "Tavares, Dulce Sofia Cardoso"
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- Fabricação e caracterização de scaffolds compósitos de polímero-hidroxiapatite e polímero-videro para engenharia de tecidosPublication . Tavares, Dulce Sofia Cardoso; Fernandes, Maria Helena Figueira VazA engenharia de tecidos tem adoptado diferentes estratégias de melhoria, tendo como objectivo a procura de soluções que permitam mimetizar cada ver melhor as condições ex-vivo, de regeneração de tecidos. Uma das mais recentes estratégias consiste no desenvolvimento de estruturas porosas tridimensionais, que servem como suportes temporários para a colocação de células, permitindo a sua adesão, proliferação e produção de matriz extracelular, que conduzirá à formação de novo tecido. Neste trabalho foram preparados dois tipos de scaffolds compósitos com possíveis aplicações em engenharia de tecidos. Num dos scaffolds foi utilizado ácido poli (L-láctico) (PLLA) como matriz e hidroxiapatite (HAp) como enchimento inorgânico e noutro, ácido poli (L-láctico) como matriz e um vidro bioactivo (T14P43) como enchimento inorgânico. A escolha do PLLA deve-se ao facto de ser um polímero sintético biodegradável, biocompatível e piezeléctrico, sendo esta última característica, também identificada no tecido ósseo. A escolha das fases de enchimento, hidroxiapatite ou vidro bioactivo, deve-se ao facto da hidroxiapatite ser um material com capacidade de osteocondução e elevada biocompatibilidade e, no caso do vidro, este possui características bioactivas, adequadas para aplicações em contacto com o tecido ósseo. O processo utilizado para a fabricação dos scaffolds baseou-se na separação de fases termicamente induzida (TIPS) de soluções de 5,5 ou 6,5% (m/m) PLLA/dioxano/água com hidroxiapatite e PLLA/dioxano/água com vidro bioactivo, variando os seguintes parâmetros: teor de hidroxiapatite (0%, 30% e 50% (m/m)) e vidro bioactivo (0% e 30% (m/m)), temperatura de mistura (75 e 80ºC), tempo de mistura (15 e 90 minutos) e tempo de separação de fases (10 e 60 minutos). A morfologia dos scaffolds foi avaliada por microscopia eléctrónica de varrimento (SEM), o potencial biactivo dos compósitos foi testado com a imersão em fluido fisiológico sintético (SBF: simulated body fluid), por períodos de tempo variados até 24 dias e as propriedades mecânicas foram determinadas através de ensaios de compressão. Obtiveram-se scaffolds com morfologias diferentes conforme o conteúdo de hidroxiapatite, verificando-se uma diminuição do tamanho de poros com a adição de hidroxiaptite. Os scaffolds preparados com vidro apresentaram um tamanho de poros maior que os de hidroxiapatite e nenhuns exibiram propriedades bioactivas quando imersos em SBF. Este comportamento, juntamente com as propriedades mecânicas encontradas sugerem que as estruturas porosas desenvolvidas serão indicadas para aplicações em engenharia de tecidos, em situações preferencialmente ex-vivo, como suportes temporários de células.
