Percorrer por autor "Silva, Cristina Maria Fernandes da"
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- Contagem de neutrófilos em doentes leucopénicos : comparação do autoanalisador hematológico XE-2100 com o sistema de análise de imagem cellavision DM96Publication . Silva, Cristina Maria Fernandes da; Henrique, Rui Manuel Ferreira; Mendes, Carlos Alberto da CostaA neutropenia febril (NF) está associada à deterioração da qualidade de vida, consumo de recursos associados ao tratamento e redução/adiamento da terapêutica. Pode inclusivamente comprometer a taxa de cura ou sobrevivência livre de doença, sendo que a taxa de mortalidade é de aproximadamente 5% numa população não seleccionada (variando entre 1% para tumores sólidos e 11 % para neoplasias hematológicas). Embora a incidência de NF seja, geralmente, baixa, pode atingir 33% ou mais em neoplasias do foro hematológico. Assim, no contexto de um Centro Oncológico, a NF constitui um problema de grande importância clínica, sendo requerida uma resposta rápida e precisa do laboratório de Hematologia quanto à avaliação do hemograma para a tomada de decisões críticas. Na actualidade, os laboratórios de Hematologia realizam, de forma sistemática, a avaliação do hemograma com recurso a sistemas de contagem total e diferencial automatizados. Contudo, nas situações de leucopenia, subsistem dúvidas quanto à fiabilidade desta contagem sendo que o padrão de avaliação – contagem manual – é um método moroso e que requer grande experiência. Assim, foram objectivos deste trabalho: (1) avaliar a contagem de neutrófilos em doentes leucopénicos (contagem total de leucócitos entre 0,1x109/L e 1,5x109/L), (2) comparar a contagem absoluta de neutrófilos (ANC) realizada no autoanalisador hematológico XE-2100 Sysmex com a do sistema de análise de imagem CellaVision DM96, e (3) estabelecer o limite mínimo da confiança para reportar o valor de neutrófilos obtido no contador automático XE-2100 Sysmex na rotina do laboratório de Hematologia. Foram utilizadas amostras de doentes leucopénicos analisadas na rotina do laboratório de Hematologia cuja contagem total de leucócitos obtida no XE-2100 estava compreendida entre 0,1x109/L e 1,5x109/L. Os esfregaços correspondentes foram simultaneamente analisados no CellaVision com o Blood Differential Software. De um total de 267 amostras analisadas, excluímos 19 (7,1%) por erro de contagem no XE-2100 e 20 (7,5%) por apresentarem uma contagem de células inferior a 20 no CellaVision. Dos 19 resultados com erro de leitura no XE-2100, foi possível obter o ANC no CellaVision em 16 (84%). Quando comparamos o ANC determinado pelo analisador automático XE-2100 com o do sistema de análise de imagem CellaVision,verificamos que a diferença das médias não foi estatisticamente significativa (teste t de Student para amostras emparelhadas, p > 0,05). O índice de correlação global entre os resultados dos 2 sistemas foi elevado e estatisticamente significativo (teste de Pearson, r=0,959, p < 0,001). A mesma análise foi realizada em função da contagem absoluta de leucócitos (WBC), segundo intervalos dos percentis da distribuição. O índice de correlação incrementou à medida que o número de leucócitos aumentou, apresentando sempre valores superiores a 92% e estatisticamente significativos (p < 0,001). Concluímos que o contador automático XE-2100 fornece valores que permitem relatar com confiança o ANC relativo a doentes leucopénicos. Esta situação pode, por um lado, diminuir o tempo de resposta do laboratório, e por outro, aumentar a informação disponibilizada. Não obstante, o CellaVision parece ser uma ferramenta útil dado permitir rever o esfregaço, monitorizar a evolução hematológica, arquivar imagens e contribuir para a formação e ensino da morfologia.
