Percorrer por autor "Rodrigues, Paulo Sérgio de Almeida"
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- A segurança internacional da Europa : da paz kantiana à política comum de segurança e defesaPublication . Rodrigues, Paulo Sérgio de Almeida; Garcia, Francisco ProençaEste ensaio visa analisar o percurso da Europa desde o fim da II Guerra Mundial até à actualidade, avaliando o evoluir da sua segurança externa, ao longo destas seis décadas, e tendo por objectivo estabelecer a necessidade do desenvolvimento de capacidades militares fortes e credíveis por parte da União Europeia como requisito fundamental para desempenhar o papel por si desejado de superpotência mundial no contexto do Sistema Internacional actual e futuro. Começamos por tomar consciência, com o filósofo inglês do século XVII Thomas Hobbes, de que a paz não é natural ao Homem, precisando a humanidade de desenvolver esforços não só para a alcançar mas igualmente para a preservar. De seguida, e tendo por base este princípio, avaliamos e compreendemos o percurso da Europa pós II Guerra Mundial no caminho do estabelecimento de uma paz duradoira, através da construção de uma Entidade Supranacional - a União Europeia - com princípios largamente enraizados na obra "O Projecto de Paz Perpétua" do filósofo alemão do século XVIII Immanuel Kant, percebendo as razões conscientes e/ou meramente ocasionais de tal evolução. Após a queda do Muro de Berlim e do Sistema Internacional da Guerra-fria, e passados os anos iniciais de altos sonhos e desilusões, a UE apercebe-se, finalmente, de que para desempenhar o papel por si desejado na Cena Internacional precisa de possuir capacidades militares respeitadas pelos objectos da sua influência. Inicia-se, desta forma, com o estabelecimento da PESC em 1992, um percurso sinuoso e repleto de obstáculos no sentido de transformar a UE numa potência militar, percurso esse que ainda hoje não se encontra concluído. Após avaliarmos os prós e contras deste caminho, assim como as dificuldades criadas a este desenvolvimento, quer por actores externos quer por actores internos à própria UE, concluímos com uma avaliação da Relação Transatlântica, e mais especificamente à relação UE-NATO, no passado, no presente e no futuro. Concentramo-nos, maioritariamente, na questão do desenvolvimento de capacidades militares por parte da primeira e da sua utilização no contexto NATO-UE, mas nunca descurando a semelhança e complementaridade de valores entre estas duas organizações, assim como as suas diferenças e divergências. Por último, e já em jeito de conclusão, introduzimos a questão da Civilização Ocidental e da necessidade dos seus Paladinos, particularmente a Europa e os Estados Unidos, actuarem em uníssono, não só para preservarem os valores da sua civilização mas, igualmente, para alcançarem e/ou manterem a sua posição de Superpotência no Contexto Internacional actual e futuro.
