Percorrer por autor "Ribeiro, Ana Margarida Marques"
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- Padrão de jogo e perturbação de videojogos em adolescentes portugueses : um estudo sobre a vinculação aos pais e aos pares, os estilos educativos parentais e a comunicaçãoPublication . Ribeiro, Ana Margarida Marques; Maia, Berta Maria Marinho Rodrigues; Dias, Paulo César AzevedoIntrodução: A perturbação de videojogos tem sido objeto de crescente interesse na literatura, associandose a padrões de vinculação insegura e a estilos educativos parentais autoritários e permissivos. No entanto, há ainda uma lacuna de conhecimento no que concerne à relação da perturbação de videojogos com a comunicação parentofilial, uma das componentes basilares da vinculação aos pais. Em particular, no contexto português, investigações que versem estas temáticas e as suas interrelações são ainda escassas, permanecendo assim pouco exploradas. Objetivo: O estudo visa a análise do padrão de uso e da perturbação de videojogos, bem como das suas relações com a vinculação aos pais e aos pares, os estilos educativos parentais e a comunicação na parentalidade. Metodologia: A amostra foi constituída por 150 adolescentes portugueses com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos. Para a recolha de dados foi utilizado um Questionário Sociodemográfico e Académico, um Questionário sobre os Padrões de Jogo de Videojogos, a Escala de Transtorno de Videojogos – Versão Reduzida 9, o questionário Pessoas na Minha Vida, a versão portuguesa de heterorrelato do Parenting Styles and Dimensions Questionnaire: Short Version e a Escala de Avaliação da Comunicação na Parentalidade. Resultados: A maioria da amostra apontou a 3ª infância (n = 81, 54.0%), como a idade de início de jogo de videojogos e um tempo de jogo inferior ou igual a 2 horas (n =111, 74.0%), sendo que apenas foram encontrados 2 participantes com índice de perturbação de videojogos (1.3%). Foram encontradas uma associação positiva entre a perturbação de videojogos e a média de horas de jogo, bem como uma associação negativa com a idade de início do jogo. Verificouse ainda que a perturbação de videojogos está relacionada negativamente com menor qualidade de vinculação aos pais e pares, positivamente com um estilo educativo parental autoritário e negativamente com uma comunicação parentofilial menos disponível, aberta e afetiva. Conclusão: Este estudo oferece uma compreensão aprofundada do comportamento dos adolescentes em relação aos videojogos, contribuindo para o conhecimento da temática no contexto português. Além disso, a identificação dos fatores que se encontram associados à perturbação de videojogos impulsiona a elaboração de programas de remediação e prevenção sobre esta perturbação aditiva.
