Percorrer por autor "Mouta, Ana Catarina Marques"
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- Avaliação do desperdício alimentar de um serviço de alimentação e seus determinantes numa unidade hospitalarPublication . Mouta, Ana Catarina Marques; Melo, Rosária Maria Afonso Rodrigues deIntrodução: Uma ingestão alimentar insuficiente acarreta consequências clínicas, por outro lado também tem repercussões ao nível do Desperdício Alimentar (DA) gerado. Segundo a Resolution ResAP (2003)3 on Food and Nutritional Care in Hospitals do Council of Europe Committee of Ministers, as unidades hospitalares devem realizar estudos anuais sobre o DA. Objetivo: Avaliar o DA sob a forma de restos, através de métodos diretos (pesagem, método de referência) e indiretos (observacional e registos de enfermagem), de um Serviço de Alimentação (SA) e seus determinantes numa Unidade Hospitalar. Metodologia: Estudo de investigação de caráter analítico, observacional e transversal realizado entre março e maio de 2015. Avaliou-se o DA em forma de restos, ou seja, alimentos distribuídos e não consumidos, das refeições servidas ao almoço, durante o dia da colheita de dados, de 83 doentes internados na Unidade Hospitalar de Bragança. O DA foi avaliado através dos métodos de pesagem, observacional e registos de enfermagem. A cada utente foi aplicado um Inquérito de Satisfação Alimentar. Resultados: A média da totalidade de DA encontrada na refeição do almoço foi de 31,2%. Apesar de não existir diferença significativa entre as médias dos três métodos, verificou-se existir uma forte correlação e uma concordância mais elevada entre o método de pesagem e observacional, do que os registos de enfermagem na determinação do DA. Além disso, o registo de enfermagem superestima o DA, em relação ao método de pesagem. A sopa e a sobremesa foram os componentes da refeição mais desperdiçados, verificando-se que o método observacional subestima o DA destes dois componentes. A dieta mole foi a que teve maior percentagem de DA pelo método direto. Constatou-se que os doentes que necessitavam de ajuda na toma das refeições e os que não estavam com o seu apetite normal foram os que mais desperdiçaram. Apurou-se que 73,5% dos doentes se encontravam muito satisfeitos com a qualidade do serviço prestado pelo SA, tendo também sido estes os que menos desperdiçaram. Conclusão: Os métodos indiretos utilizados na determinação do DA podem ser válidos em relação ao método de referência que é a pesagem na determinação do DA. É essencial que se continuem a tomar medidas para a diminuição do DA nas unidades hospitalares. Desta forma, devem-se tornar as refeições mais apelativas e saborosas com uma textura adequada; auxiliar o doente no momento da toma das refeições; disponibilizar várias opções de alimentos e a possibilidade de escolha aos utentes e ter em consideração os hábitos e preferências alimentares de cada doente.
