Percorrer por autor "Moreira, Isabel Maria Pinheiro Borges"
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- Competências do familiar cuidador da pessoa com doença oncológica em quimioterapiaPublication . Moreira, Isabel Maria Pinheiro Borges; Sousa, Paulino Artur Ferreira deCuidar da pessoa com doença oncológica no domicílio, representa para o cuidador familiar prestar cuidados a alguém a quem está ligado emocionalmente e que vive um período de intenso sofrimento e que implica a mobilização de conhecimentos e habilidades que vão, muitas vezes, para além do seu reportório. Esta realidade social constitui o fulcro para o desenvolvimento desta pesquisa conduzida a partir da questão: Como é que o membro da família, na transição para o papel de prestador de cuidados, constrói as competências para cuidar da pessoa com doença oncológica em quimioterapia? A finalidade deste estudo é expandir o conhecimento acerca da construção de competências por parte do membro da família, na transição para o papel de prestador de cuidados. Assentámos a condução da investigação nos pressupostos metodológicos da Grounded Theory e recorremos ao estudo de multicasos, considerando como caso, o membro da família prestador de cuidados e a pessoa em quimioterapia. O trabalho de campo foi realizado num hospital de dia de oncologia após autorização da Comissão de Ética para a Saúde e do Conselho de Administração do Hospital. Os dados recolhidos por entrevista e observação foram tratados com recurso ao programa informático NVivo 8. O trabalho de teorização derivado dos dados revelou-nos a natureza e o processo de construção de competências do membro da família prestador de cuidados. A natureza da construção de competências alicerçou-se em seis categorias major: as respostas do membro da família prestador de cuidados; as respostas da pessoa em quimioterapia; o padrão de cuidados; as exigências da situação; os processos e subprocessos e o cuidado de enfermagem. O processo de construção revelou-se dinâmico, ocorreu ao longo do tempo e implicou reajustes pessoais, familiares e do espaço doméstico, de modo a responder às necessidades da pessoa e do processo de cuidar. Nele interferiram as características individuais da díade, o suporte dos pares e agentes sociais, as condições, o status funcional da pessoa e a complexidade dos cuidados. Este foi singular a cada contexto e marcado pela incerteza e pelo sofrimento. No percurso cuidativo os membros da família prestadores de cuidados viram-se impulsionados a procurar informação e recursos que sustentassem as suas atividades para responder às necessidades dos seus familiares. A construção de competências, que emerge como a categoria central ao reunir todas as outras, está ancorada numa dimensão pessoal (auto desenvolvimento) e numa educacional (mediada pelo enfermeiro) em que as componentes emocional e afetiva, são significativas. A construção do modelo fez subressair aspetos que conduziram à expansão do modelo de Schumacher. Os aspetos contextuais emergem como um elemento determinante. A variação do processo de construção de competências surge não só entre as díades, mas também em cada díade na trajetória da doença/tratamento, afigurando-se os recursos emocionais como significativos na ação. É ainda patente o novo padrão de cuidados - padrão em rede e a relevância que o cuidado de enfermagem desempenha na mediação deste processo.
