Percorrer por autor "Martinho, Hugo Miguel Silva"
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- Responsabilidade social empresarial : o atual paradigma de governance com os olhos postos no futuroPublication . Martinho, Hugo Miguel Silva; Martins, Paulo Câmara Pires dos SantosDurante muitos anos, os seres humanos têm utilizado os recursos do mundo discricionariamente, no seu próprio benefício, sem contemplar as consequências que daí poderiam ocorrer. Estes recursos de que falamos não se referem apenas ao ambiente. Podem também ser sociais e económicos. Esta exploração irrazoável dos referidos recursos e forma de conduzir os negócios levou ao esgotamento dos mesmos, bem como às desigualdades sociais e económicas que vemos hoje (algumas delas relacionadas com a vertente laboral). Nesta dissertação, abordaremos um tema que hoje adquire a mais absoluta urgência. As empresas, na sua busca incessante pelo lucro, têm sido também os líderes na criação dos problemas que acabámos de enunciar. Como tal, devem também ser elas a liderar a solução para estes problemas, quem desenvolve maiores esforços na tentativa de mudar, tanto as acções, como as mentalidades, sendo quem que se encontra na melhor posição e com maior capacidade para afetar as mudanças necessárias. Face às grandes mudanças que se impõem, o próprio consumidor procura agora produtos sustentáveis, pelo que as empresas devem adaptar-se e entregar ao cliente o que este pretende, a fim de se manterem competitivas e rentáveis. É aqui que convergem a Corporate Governance e a Responsabilidade Empresarial, dando origem ao que se apelida Responsabilidade Social Empresarial (ou RSE). Neste contexto, é também importante clarificar a importância dos modelos de governação adotados. Ademais, tentaremos demonstrar a importância de adoção de novas formas de ação e condução da atividade empresarial, respeitando, simultaneamente, as várias partes envolvidas, abandonado a ideia da busca incessante pelo lucro. Adicionalmente, procuramos demonstrar que a RSE poderá ser uma ótima forma de criação de valor para a empresa e como tal pode ser alcançado através da utilização de investimentos e financiamentos responsáveis, incluindo a utilização eficaz da “tributação verde”, olhando para a questão como eventual “dever” dos investidores institucionais. Finalmente, mergulhamos ainda no campo regulamentar europeu e nacional com o objetivo de compreender a sua relevância. Adicionalmente, indagamos acerca do quadro legal nacional, procurando compreender de que forma a RSE se encontra refletida enquanto dever geral para os administradores e gestores, escrutinando e classificando os vários interesses contidos na norma em apreço, constatando o enorme caminho que ainda se encontra por percorrer.
