Browsing by Author "Machado, Pedro Miguel"
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- Dispneia no doente paliativo : incidência, abordagens e sua efetividadePublication . Machado, Pedro Miguel; Pimentel, Francisco; Capelas, Manuel LuísA dispneia é um sintoma subjetivo, relatado na primeira pessoa, que causa enorme perturbação e sofrimento quer ao doente quer aos seus familiares. Com o objetivo de determinar a incidência de dispneia em doentes internados nas unidades de cuidados paliativos portuguesas em 2010, desenvolveu-se um estudo observacional, longitudinal, descritivo. Foi constituída uma amostra de 301 doentes admitidos em 2010, em seis unidades de internamento de cuidados paliativos. Os dados foram colhidos através da consulta de processos clínicos, registando a informação num guião de registo. A maioria dos doentes em estudo eram doentes oncológicos (90,70%), com comorbilidades (65,78%), do género masculino (58,5%), com mediana de idades de 76 anos. A incidência de dispneia foi de 20,27% e a prevalência na admissão de 6,65%. Verificou-se uma incidência de 39,53% entre os doentes com neoplasia maligna do aparelho respiratório e dos órgãos intratorácicos e de 13,46% entre os doentes com neoplasia maligna dos órgãos digestivos. No momento de admissão, o tempo de sobrevivência mediano foi de 11 dias (IIQ=31,50 dias). Após o episódio de dispneia foi de três dias (IIQ=12,00 dias). Em 73,75% dos processos clínicos consultados havia avaliação da dispneia até às 48 horas após admissão, na sua maioria sem recurso a uma escala de avaliação (82,39%). O controlo sintomático da dispneia foi realizado com recurso a medidas farmacológicas (78,69%) e não farmacológicas (22,95%), sendo a morfina o fármaco mais utilizado (25,27%), seguido da oxigenoterapia (21,98%) e broncodilatadores (20,88%).As abordagens no alívio ou redução da dispneia em que foi possível verificar a sua efetividade correspondem a 57,38% dos casos de dispneia. Nestes, as intervenções foram eficazes em menos de 48 horas após episódio de dispneia, sendo que a utilização de medidas unicamente farmacológicas foi de 74,29%, as unicamente não farmacológicas de 8,57% e a utilização de ambas de 17,14%.
