Percorrer por autor "Lima, Miguel Carlos"
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- Machinima artivista como crítica social: o caso de City Art - Mimo e a CidadePublication . Lima, Miguel Carlos; Tavares, Mirian Nogueira; Teixeira, Luís“City Art – Mimo e a Cidade” é um projeto de machinima que utiliza o motor de Grand Theft Auto V para explorar a condição do artista na sociedade contemporânea, adotando uma abordagem a/r/tográfica que integra prática artística, pesquisa teórica e crítica social. A narrativa simbólica de Mimo, um personagem marginalizado que transita entre a pureza criativa de uma ilha e a hostilidade de uma cidade hipercapitalista, critica a incomunicabilidade da arte autêntica em ecossistemas urbanos consumistas. Inspirado por Baudrillard (hiper-realidade), Bauman (modernidade líquida) e Debord (sociedade do espetáculo), o projeto transforma limitações técnicas do jogo (e.g., comportamentos de NPC, física irrealista) em metáforas visuais de alienação e resistência. A metodologia envolveu conceptualização narrativa, experimentação técnica com game assets, produção audiovisual e análise reflexiva via Diário Digital de Bordo. O machinima subverte a sátira violenta de GTA V, propondo um ativismo lúdico que humaniza o digital. Contribuindo para os campos de Digital Art Cultures e Media Art History, o projeto destaca o potencial do machinima como ferramenta de crítica social, desafiando a marginalização do artista e promovendo reflexões sobre autenticidade e vulnerabilidade na sociedade contemporânea.
- Memórias do futuro: um diálogo com o passado sustentávelPublication . Lima, Miguel Carlos; Tavares, Mirian Nogueira; Teixeira, LuísO projeto “Memórias do Futuro” propõe uma intervenção artística no Sanatório de Mont’alto (Valongo, Portugal), um espaço de ruína arquitetónica e memória cultural. Utilizando fotografias digitais do local, processadas através de inteligência artificial (IA) generativa, foram criados catorze vídeos curtos que reimaginam o edifício abandonado como um cenário revitalizado por princípios de sustentabilidade ecológica. A figura de um boneco Panda, integrada nas imagens, funciona como um agente narrativo que simboliza o cuidado ambiental. A obra manifesta-se num artefacto interativo para tablet e num filme não interativo, promovendo uma reflexão sobre o abandono e a reutilização de espaços. Este artigo detalha o enquadramento histórico do sanatório, a metodologia técnico-criativa do projeto, e a experiência da sua exposição in situ. Adicionalmente, desenvolve uma discussão crítica sobre as implicações da práxis artística, analisando o conceito de “aura” na era da reprodução por IA e confrontando a temática ecológica do projeto com a pegada ambiental da própria tecnologia utilizada, estabelecendo um diálogo entre a criação artística e os paradoxos da sustentabilidade digital.
