Percorrer por autor "Freire, Virginie"
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- Desenho da incisão na exodontia terceiros molares : uma revisão sistemáticaPublication . Freire, Virginie; Almeida, Bruno Alexandre Morais Leitão de; Borges, Tiago Gonçalves FerreiraIntrodução: A exodontia dos terceiros molares mandibulares (3MM) é uma das intervenções mais realizadas em cirurgia oral, frequentemente indicada por motivos como: falta de espaço, dor, infeção, ou razões ortodônticas ou preventivas. O desenho da incisão é um fator técnico fundamental e a escolha da técnica adequada pode influenciar significativamente o pós-operatório. O objetivo geral desta revisão sistemática é avaliar a influência do desenho da incisão no pós-operatório da exodontia dos 3MM. Os objetivos específicos incluem a análise de variáveis intra e pós-operatórias como: tempo cirúrgico, dor, edema, trismo, cicatrização, estado periodontal do segundo molar (2M) adjacente e qualidade de vida, de acordo com o tipo de incisão utilizado. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os termos MeSH: “third molar”, “third molars” e “surgical wound”, segundo os critérios PRISMA. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta Cochrane RoB2. Foram incluídos apenas ensaios clínicos randomizados, publicados em inglês, francês e português, desde 2004. Resultados: Foram identificados 460 artigos nas bases de dados científicas. Após uma triagem rigorosa, 15 estudos preencheram os critérios de inclusão e foram analisados. Destes, foram extraídos dados sobre dor, edema, trismo, estado periodontal do 2M, cicatrização, tempo cirúrgico e qualidade de vida, comparando diferentes desenhos de incisão. Conclusão: O desenho da incisão na exodontia dos 3MM influencia complicações pós-operatórias, especialmente nos primeiros dias após a cirurgia. Técnicas menos invasivas, como a incisão MIEF, em vírgula ou para-marginal, associam-se frequentemente a menor dor, melhor cicatrização e menor impacto sobre o estado periodontal do 2M adjacente, além da qualidade de vida do paciente. Contudo, a variabilidade metodológica e a influência de outros fatores clínicos reforçam a necessidade de abordagens individualizadas e de mais estudos com protocolos padronizados.
