Percorrer por autor "Ferreira, Lizane Soares"
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- Inserção profissional : estudo sobre o processo de inserção profissional dos egressos das Universidades de BrasíliaPublication . Ferreira, Lizane Soares; Estêvão, Carlos Alberto VilarEste trabalho teve como principal objetivo realizar um estudo com os egressos das universidades de Brasília, com o intuito de verificar a trajetória do egresso, e neste caminho qual foi e qual é o papel da universidade com ele, quais ações são realizadas no decorrer do curso, para aproximação do aluno com o mercado de trabalho, quais elementos são utilizados pela universidade no sentido de apoiar este egresso para que ela possa ser inserido no mercado de trabalho. Além disto, visa produzir indicadores gerais que sirvam para identificar a eficácia e efetividade de programas existentes na universidade. A revisão bibliográfica foi centrada em documentos legais que tratam do egresso e trabalhos de autores que desenvolveram estudos sobre esse tema, além de pesquisas já realizadas sobre egressos de Instituições de Ensino Superior (IES) e sua inserção profissional. Este estudo foi realizado, através de uma pesquisa qualitativa, de forma descritiva, categorizou os egressos em dois tipos: recém-formados, com os quais foi feita uma coleta no mesmo semestre de sua formatura, e ex-alunos, cujas coletas são feitas 1, 3 e 5 anos após o semestre de formatura. O recorte aqui apresentado diz respeito aos recém-formados dos períodos letivos de 2014, 2016, 2018 e 2019.1, categorizados por grau acadêmico, sendo eles: Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília. Ao final da coleta foi obtido um retorno de 88% dos questionários enviados. Os resultados da pesquisa apontaram que 86% dos respondentes estão trabalhando. Desse total, 52% estão trabalhando em suas áreas de formação enquanto 30 % estão exercendo atividades profissionais fora da área que se formaram. Os motivos mais apontados como responsáveis pelo fato de não estarem atuando na área são o fato de estarem estudando para concurso, se sentem despreparos para atuar na área de formação, poucas oportunidades de emprego na área. De acordo com a avaliação dos egressos, as instituições cumprem o seu papel quanto a fornecer um ensino de qualidade, apesar das queixas relativa às oportunidades no mercado de trabalho, o que mostra que, possivelmente, não estão preparados para absorver a demanda, e que talvez exija formas mais proativas e inovadoras dos egressos para inserirem-se no mercado, ocasionando por vezes o deslocamento dos egressos para atividades não relacionadas à área de formação. Neste ponto entende – se que as instituições de ensino estão formando e colocando essa mão de obra no mercado, porém percebe – se bastante dificuldade deste egressos em engajar-se na área de formação, primeiro pela baixa remuneração, ou seja, a procura maior que a oferta, seguido da pouca oportunidade de emprego na área de formação, e o fato de deter bastante conhecimento teórico e pouca noção prática, o que faz transparecer que as instituições não estão ouvindo a necessidade do mercado de trabalho. Outro aspecto levantado foi a falta de conhecimento sobre como procurar emprego ou se colocar no mercado de trabalho, percebe – se que a falta do estágio curricular associada a inter-relação entre teoria e prática, traz a insegurança aos egressos. O jovem a partir do momento que termina a sua formação, ele começa a se inserir em um mundo completamente diferente do que ele está acostumado, pois o que parece é que as instituições de ensino não estão mostrando como será a vida depois que tudo aquilo terminar, para auxiliar esse problema, as instituições de ensino deveriam investir em aulas práticas, visitas de campo, modernização da didática, parcerias com agências de emprego, estágios, oficinas práticas e estratégicas ao longo do curso, onde o jovem possa começar a criar uma experiência com o mercado e o ambiente de trabalho.
