Percorrer por autor "Costa, Filipa Pereira da"
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- Estudo de uma fonte alternativa de potássio na nutrição e crescimento da alface (lactuca sativa)Publication . Costa, Filipa Pereira da; Vasconcelos, Marta Wilton Pereira Leite deA “Revolução Verde” dos anos 50 permitiu aumentar a produção de alimentos de origem vegetal, uma vez que o melhoramento genético das culturas, o desenvolvimento de herbicidas, pesticidas e fertilizantes, e os melhoramentos nas maquinarias agrícolas e sistemas de irrigação auxiliaram as práticas de cultivo. Todos estes desenvolvimentos permitiram o aumento das áreas agrícolas cultivadas e um aumento da produção. No entanto, estes desenvolvimentos não estiveram alinhados com os princípios de desenvolvimento sustentável. De forma a reduzir a dependência de fertilizantes químicos de K e, numa perspetiva de economia circular, de aproveitamento de resíduos que de outra forma seriam descartados, o presente trabalho pretendeu avaliar a aplicabilidade de um derivado da indústria da panificação como fertilizante orgânico (FO) alternativo, rico em K e testar a sua eficácia em culturas de alface (Lactuca sativa L.) cultivadas em hidroponia, comparando-o com o fertilizante potássico comercial (KNO3). Para o estudo realizaram-se três experiências. Numa primeira experiência, a fonte de K foi suprimida, a fim de perceber o comportamento das plantas, face à inexistência de K; na experiência 2 a fonte de FO foi utilizada em 100% e por último, numa experiência 3, a fonte FO reduzida para 50%. Através dos resultados obtidos, concluímos que plantas suplementadas com 0% K apresentaram concentrações significativamente diferentes, de ≅53 vezes inferiores de K, face ao controlo, e que plantas suplementadas com 100% FO apresentaram concentrações de ≅1.1 vezes superiores relativas a plantas controlo, provando que a fonte de K, proveniente no FO, consegue estar disponível para absorção das plantas. Por último e reduzindo a fonte de K para 50%, a concentração de K foi de apenas ≅1.0 vez inferior, relativamente ao controlo, levando-nos a concluir que fornecendo metade da dose de FO, o comportamento das plantas face ao nutriente K não é comprometido. Ao nível de peso seco (PS) foliar ambas as experiências apresentaram respetivamente valores de ≅1.8, 1.0 e 1.3 vezes inferiores, face ao controlo. A experiência 3 demonstrou ter menor diferença face ao número médio de folhas e a experiência 2 menor diferença na % de N absorvida, relativamente a plantas controlo. Através deste trabalho, podemos assim concluir que a fonte alternativa de K, proveniente do fertilizante orgânico (FO) testada é uma fonte potencialmente interessante para uma exploração futura no desenvolvimento de novas formulações comerciais de fertilizantes para a alface.
