Percorrer por autor "Baixinho, Cristina Lavareda"
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- Gestão do risco de queda em equipamentos para idososPublication . Baixinho, Cristina Lavareda; Dixe, Maria dos Anjos Coelho RodriguesAs quedas, nos idosos, são um grave problema de saúde pública, pelas consequências no declínio na funcionalidade, aumento da morbilidade, do isolamento social e da mortalidade, contribuindo ou sendo causa única para a decisão de ser institucionalizado num equipamento para idosos, onde a incidência é superior à da comunidade. O aumento do número de idosos e da longevidade torna este foco de atenção para a prática de enfermagem num desafio, de difícil resolução. Apesar de existir evidência sobre os fatores de risco e medidas preventivas, os resultados dos estudos não são suficientes para compreender a complexidade deste fenómeno, sobretudo com idosos institucionalizados, onde para além da multiplicidade de fatores de risco (intrínsecos e extrínsecos), as práticas e os comportamentos dos idosos e seus cuidadores aumentam as variáveis na génese da queda. Esta investigação teve como objetivos gerais: determinar a prevalência e características das quedas em equipamentos para idosos; construir e validar instrumentos para avaliar as práticas e comportamentos de gestão das quedas por parte de idosos e ajudantes de ação direta; avaliar as práticas e comportamentos de gestão de risco; estudar algumas variáveis e angariar contributos dos enfermeiros sobre como deve ser efetuada a gestão de risco de queda em equipamentos para idosos. Com os resultados dos diversos estudos realizados definiu-se uma proposta. de protocolo de intervenção para a gestão do risco de queda em equipamentos para idosos. As amostras foram constituídas por ajudantes de ação direta; idoso, enfermeiros e registos efetuados pelos profissionais dos equipamentos onde foram realizados os diversos estudos. Os instrumentos de colheita de dados foram entrevistas, questionários e grelhas de observação/registo. Os resultados permitem afirmar que as quedas nos equipamentos para idosos têm uma prevalência elevada, são recorrentes, acontecem nas 24 horas e predominantemente no quarto e na casa de banho. Após a queda o idoso solicita ajuda com maior frequência e restringe ou é-lhes restringida a atividade. A restrição física da mobilidade é usada como medida preventiva. As escalas de práticas e comportamentos de gestão do risco por parte dos idosos e das ajudantes de ação direta construídas apresentam boas características psicométricas permitindo que sejam utilizadas na prática clínica, formação e investigação. Os fatores de risco que com maior frequência são identificados pelos idosos como contribuindo para a queda são as alterações de marcha, diminuição da força muscular e as alterações de equilíbrio. As idosas valorizam a informação dos fatores de risco e os idosos valorizam as práticas e comportamentos de segurança. As ajudantes de ação direta decidem as medidas de prevenção após a identificação dos riscos, conhecem e utilizam os recursos da instituição para a prevenção, mas as práticas e comportamentos nem sempre são mantidos, na execução de cuidados ao idoso. Os indicadores que obtiveram média mais baixa são a seleção do calçado adequado, o programar idas regulares à casa de banho nas pessoas incontinentes, o colocar sapatos fechados e com sola antiderrapante. As práticas relacionadas com o ambiente físico são globalmente boas. Nem sempre a equipa discute e decide as medidas preventivas de queda a aplicar a cada idoso. Existe relação estatisticamente significativa entre a Escala de Práticas e Comportamentos da Equipa para a Prevenção de Queda e as outras escalas aplicadas às ajudantes de ação direta, o que reforça a necessidade das equipas investirem na manutenção de práticas e comportamentos de segurança. Os enfermeiros consideram importante a existência de um modelo de intervenção para a gestão do risco de queda em EPI, para controlar os incidentes e possibilitar a ação terapêutica. Os achados permitiram o desenho de um protocolo de gestão de risco de queda. Neste protocolo são atribuições do enfermeiro: preparar a institucionalização; avaliar o risco individual de queda; gerir o risco de queda ao longo do tempo de institucionalização; avaliar as práticas e comportamentos na gestão do risco de queda; educar a equipa multidisciplinar; decidir as medidas preventivas de queda a ser implementadas; implementar terapêuticas de enfermagem baseadas na evidência; gerir o autocuidado do idoso institucionalizado; selecionar produlos de apoio promotores de um autocuidado seguro; clarificar o processo de delegação de tarefas por forma a garantir a segurança; monitorizar a ocorrência de quedas; avaliar o impacto da queda na funcionalidade do idoso; implementar estratégias para controlar as consequências da queda e prevenir o declínio de funcionalidade pós-queda; avaliar o impacto das intervenções implementadas e realizar estudos epidemiológicos. Emergem sugestões para a prática, a investigação e a formação.
- The fear of falls in the caregivers of institutionalized eldersPublication . Baixinho, Cristina Lavareda; Dixe, Maria dos Anjos; Henriques, Maria Adriana; Marques-Vieira, Cristina; Sousa, LuísAIMS: To understand how the fear of falls emerges and manifests itself in caregivers of institutionalized elders. METHOD: It is a qualitative study, based on the Grounded Theory and carried out with 24 informal caregivers, 5 nurses, 2 physicians and 2 directors of two Portuguese nursing homes. Data collection took place through interviews, participant observation, and documentation analysis, between October 2016 and January 2018. Data was collected and analyzed simultaneously, following the stages of open, axial, and selective coding. RESULTS: The comparative analysis of the findings identified the conceptual category "Fear of falls in the caregivers of institutionalized elders". The main category is associated with the categories: maintaining safety, hidden fear of falls, the perceived self-efficacy in the prevention of falls, falls and interpersonal relations, previous experiences, and team support. CONCLUSIONS: The fear has an influence on the self-efficacy perceived in the prevention of falls; the quality of the teamwork, in turn, is affected by previous negative experiences and by the support of the team.
