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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Objective: The work environment is a privileged place for taking action to protect and promote the health of the employees. It’s up to the health professional to know the determinants of health of the population, in order to act according the needs detected, on the priorities defined, and to monitor and evaluate the interventions results in a dynamic model of continuous intervention. In this sense, this study aimed to identify health determinants of health professionals of a Clinical Pathology Service. Methodology: This is a descriptive transversal study, with a quantitative methodology, involving 55 employees, who were working on a Clinical Pathology Department of a hospital in the northern region of Portugal, between April and June 2012. In order to meet different health determinants on these employees, it was applied a survey and were consulted two software applications, that allowed to make a health diagnosis on them, thus forming the basis not only for immediate interventions, but also for future ones, to be developed by the labor nurses. In this context, some health determinants were analyzed, including smoking, eating, sleeping, physical activity and consumption of coffee; blood pressure, vaccination, presence of disease and body mass index. It was also intended the early detection of cases of latent tuberculosis infection. Additionally, it was estimated the cardiovascular risk for the next 10 years, with basis on the cardiovascular risk assessment scale of Framingham. Results: The sample is constituted by 55 individuals. It is a young work team, with an average age of 42,9 years, distributed by 5 professional categories and where the female gender prevails (81,81%). Regarding the vaccination status, 80,8% of the employees have updated tetanus vaccine and 60,0% the complete hepatitis B vaccination. Concerning the number of meals they eat per day, the average stood at 4,7 meals and the average of cups of coffee per day stood at 2,1. The average hours of sleep a day was at 6,8 hours. Half of the employees, 50,9%, practice exercise. A considerable proportion of employees (34,54%) reported smoking habits. 49,09% of these employees had the BMI within the normal range, 7,27% registered low weight and 29,07% presented associated associated risk of co-morbidities. Regarding the TA, 65,44% of the employees were between the Great TA (<120 mmHg and <80 mmHg) and normal TA (102-129mmHg and / or 80-84mmHg); 21,8% are in risk categories. The Interferon GammaRelease test (IGRA) was negative at 70,90% and positive at 9,09%. Regarding the assessment of cardiovascular risk in 10 years, according to the cardiovascular risk assessment scale of Framingham, it was found that 70,90% had low risk for cardiovascular disease, 1,81% medium risk and 1,81% expressed high risk. According to the same scale, it was observed, with respect to the actual age being superior to the vascular/cardiac age and the actual age inferior to the vascular/cardiac age, that the percentage found was the same in both (34,54%). With regard to the actual age being equal to the vascular/cardiac age, the value found was 5,45%. Conclusions: The health diagnosis made to these employees allowed to mobilize disease prevention strategies, promote healthy lifestyles and encourage healthy and safe working environments. We can infer that the fact that it was a privileged group in terms of access to information in health, including risk factors and health care, may have influenced positively the results of the health determinants studied. Thus, the labor nurse must focus on its interventions, not only in training employees to control their health but also on making healthy choices, considering the prior knowledge of the health determinants. The labor nurse, while acting positively on the determinants of health, is promoting health gains, thereby improving the quality of life of individuals, institutions and society in general.
Objetivo: O ambiente laboral é um contexto privilegiado de intervenção para proteção e à promoção da saúde dos colaboradores. Cabe ao profissional de saúde conhecer os determinantes de saúde da sua população, com o objetivo de atuar de acordo com as necessidades detetadas, nas prioridades estabelecidas, acompanhar as intervenções e avaliar resultados, num modelo dinâmico de intervenção contínua. Neste sentido foi objetivo deste estudo identificar determinantes de saúde em profissionais de saúde de um Serviço de Patologia Clínica. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com metodologia quantitativa, envolvendo 55 colaboradores, que se encontravam no desempenho de funções no Serviço de Patologia Clínica, de um hospital da região Norte de Portugal e decorreu entre abril e junho de 2012. Com o objetivo de conhecer diferentes determinantes de saúde destes colaboradores, foi aplicado um inquérito e consultadas duas aplicações informáticas, permitindo efetuar um diagnóstico de saúde dos mesmos, constituindo assim a base do planeamento de intervenções imediatas e futuras a serem desenvolvidas pelo Enfermeiro do Trabalho. Neste contexto, foram analisados alguns determinantes de saúde, nomeadamente hábitos tabágicos, alimentares, sono, atividade física e consumo de café; pressão arterial (TA); vacinação, presença de patologias e Índice de Massa Corporal (IMC), que condicionam positiva ou negativamente o estado de saúde. Foi também finalidade a deteção precoce de casos de tuberculose. Adicionalmente foi estimado o risco cardiovascular nos próximos 10 anos, tendo como base de cálculo a Escala de avaliação de risco cardiovascular de Framingham. Resultados: A amostra incluiu 55 indivíduos. Era uma equipa de trabalho jovem, com uma média de idades situada nos 42,9 anos, encontrando-se distribuída por 5 categorias profissionais e onde o género feminino é prevalente com 81,81%. Em relação ao estado vacinal, 80,0% dos colaboradores têm a vacina do tétano atualizada e 60,0% apresenta a vacinação completa da hepatite B. No que diz respeito ao número de refeições que ingerem por dia, a média situou-se nas 4,7 refeições e no número de cafés, a média foi de 2,1 cafés por dia. A média de horas de sono por dia ficou nas 6,8 horas. Metade dos colaboradores (50,90%), pratica exercício físico. 34,54% eram tabagistas. 49,09% apresentava o IMC dentro da variação normal, 7,27% registou baixo peso e 29,07% apresentou risco associado de comorbilidades. Relativamente à Tensão Arterial, 65,44% apresentava uma TA Ótima (<120mmHg e <80mmHg) e 21,8% encontram-se nas categorias de risco. O Teste Interferon Gamma Release (IGRA) foi negativo em 70,90% e positivo em 9,09%. Relativamente à avaliação do risco cardiovascular em 10 anos, segundo a Escala de Framingham, verificouse que 70,90% apresentou baixo risco, 1,81% risco médio e 1,81% manifestou alto risco. Ainda segundo a mesma Escala, foi possível observar no que diz respeito à idade real superior à idade vascular/cardíaca e à idade real inferior à idade vascular/cardíaca, a percentagem de colaboradores encontrada foi igual (34,54%). No que diz respeito à idade real igual à idade vascular/cardíaca o valor encontrado foi de 5,45% dos colaboradores. Conclusões: O diagnóstico de saúde realizado a estes colaboradores permitiu mobilizar estratégias de prevenção da doença, promoção de estilos de vida saudáveis e fomentar ambientes de trabalho saudáveis e seguros. Podemos inferir que o facto de ser um grupo privilegiado em termos de acesso a informação no âmbito da saúde, nomeadamente fatores de risco e a cuidados de saúde, poderá ter influenciado de forma positiva os resultados dos determinantes de saúde estudados. Assim, o Enfermeiro do Trabalho, deve privilegiar nas suas intervenções não só a capacitação dos colaboradores para controlarem a sua saúde como para fazerem escolhas saudáveis, considerando o conhecimento prévio dos determinantes de saúde. O Enfermeiro do Trabalho, ao agir positivamente sobre os determinantes de saúde, está a promover ganhos em saúde, permitindo melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, das instituições e da sociedade em geral.
Objetivo: O ambiente laboral é um contexto privilegiado de intervenção para proteção e à promoção da saúde dos colaboradores. Cabe ao profissional de saúde conhecer os determinantes de saúde da sua população, com o objetivo de atuar de acordo com as necessidades detetadas, nas prioridades estabelecidas, acompanhar as intervenções e avaliar resultados, num modelo dinâmico de intervenção contínua. Neste sentido foi objetivo deste estudo identificar determinantes de saúde em profissionais de saúde de um Serviço de Patologia Clínica. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com metodologia quantitativa, envolvendo 55 colaboradores, que se encontravam no desempenho de funções no Serviço de Patologia Clínica, de um hospital da região Norte de Portugal e decorreu entre abril e junho de 2012. Com o objetivo de conhecer diferentes determinantes de saúde destes colaboradores, foi aplicado um inquérito e consultadas duas aplicações informáticas, permitindo efetuar um diagnóstico de saúde dos mesmos, constituindo assim a base do planeamento de intervenções imediatas e futuras a serem desenvolvidas pelo Enfermeiro do Trabalho. Neste contexto, foram analisados alguns determinantes de saúde, nomeadamente hábitos tabágicos, alimentares, sono, atividade física e consumo de café; pressão arterial (TA); vacinação, presença de patologias e Índice de Massa Corporal (IMC), que condicionam positiva ou negativamente o estado de saúde. Foi também finalidade a deteção precoce de casos de tuberculose. Adicionalmente foi estimado o risco cardiovascular nos próximos 10 anos, tendo como base de cálculo a Escala de avaliação de risco cardiovascular de Framingham. Resultados: A amostra incluiu 55 indivíduos. Era uma equipa de trabalho jovem, com uma média de idades situada nos 42,9 anos, encontrando-se distribuída por 5 categorias profissionais e onde o género feminino é prevalente com 81,81%. Em relação ao estado vacinal, 80,0% dos colaboradores têm a vacina do tétano atualizada e 60,0% apresenta a vacinação completa da hepatite B. No que diz respeito ao número de refeições que ingerem por dia, a média situou-se nas 4,7 refeições e no número de cafés, a média foi de 2,1 cafés por dia. A média de horas de sono por dia ficou nas 6,8 horas. Metade dos colaboradores (50,90%), pratica exercício físico. 34,54% eram tabagistas. 49,09% apresentava o IMC dentro da variação normal, 7,27% registou baixo peso e 29,07% apresentou risco associado de comorbilidades. Relativamente à Tensão Arterial, 65,44% apresentava uma TA Ótima (<120mmHg e <80mmHg) e 21,8% encontram-se nas categorias de risco. O Teste Interferon Gamma Release (IGRA) foi negativo em 70,90% e positivo em 9,09%. Relativamente à avaliação do risco cardiovascular em 10 anos, segundo a Escala de Framingham, verificouse que 70,90% apresentou baixo risco, 1,81% risco médio e 1,81% manifestou alto risco. Ainda segundo a mesma Escala, foi possível observar no que diz respeito à idade real superior à idade vascular/cardíaca e à idade real inferior à idade vascular/cardíaca, a percentagem de colaboradores encontrada foi igual (34,54%). No que diz respeito à idade real igual à idade vascular/cardíaca o valor encontrado foi de 5,45% dos colaboradores. Conclusões: O diagnóstico de saúde realizado a estes colaboradores permitiu mobilizar estratégias de prevenção da doença, promoção de estilos de vida saudáveis e fomentar ambientes de trabalho saudáveis e seguros. Podemos inferir que o facto de ser um grupo privilegiado em termos de acesso a informação no âmbito da saúde, nomeadamente fatores de risco e a cuidados de saúde, poderá ter influenciado de forma positiva os resultados dos determinantes de saúde estudados. Assim, o Enfermeiro do Trabalho, deve privilegiar nas suas intervenções não só a capacitação dos colaboradores para controlarem a sua saúde como para fazerem escolhas saudáveis, considerando o conhecimento prévio dos determinantes de saúde. O Enfermeiro do Trabalho, ao agir positivamente sobre os determinantes de saúde, está a promover ganhos em saúde, permitindo melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, das instituições e da sociedade em geral.
Description
Keywords
Occupational health nursing Labor nurse Health determinants Framingham Scale Health promotion Occupational health Work and healthy lifestyles Enfermagem do Trabalho Enfermeiro do Trabalho Determinantes de Saúde Escala de Framingham Promoção da Saúde Saúde Ocupacional Local de Trabalho e Estilos de Vida Saudáveis
Pedagogical Context
Citation
Henriques, A., Alves, P., Gomes, M., Neves, V. (2016). O enfermeiro do trabalho na análise de determinantes de saúde dos trabalhadores. Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional on-line, 1(Jan.-Jun.), 39-51
