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Resumo(s)
Partindo de uma concepção estética de Deus como imaginação, Taylor analisa o processo de eclipse do real e transformação do mundo em obra de arte, que atravessou a modernidade, como processo de morte de Deus ou secularização, deixando a descoberto a sua ambiguidade. Contra processos equívocos de sacralização ou de secularização, Taylor propõe a figura de uma religião sem Deus, como infinitização do processo imanente do próprio vir‐a‐ser do mundo, enquanto natureza. Isso levanta a questão da articulação da diferença pessoal e da verdadeira alteridade, seja na relação de Deus ao mundo (e vice‐versa), seja nas relações que constituem o mundo, seja ainda nas relações paradigmáticas que constituem o próprio Deus. A compreensão de Deus como relação diferenciadora e personalizante poderá ser entendida como contributo bíblico para uma leitura pós‐secular da possibilidade de dizer Deus, sem anular a sua diferença e sem o reduzir à extensão unívoca do mundo ou ao índice equívoco do nada. A via da analogia continua a ser promissora.
Descrição
Palavras-chave
Religião Pós-modernidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Aletheia
