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- Significados que a pessoa idosa atribui à sua dependência no autocuidadoPublication . Costa, Tânia Filipa Santos; Vieira, MargaridaNo século XXI, Portugal depara-se com o acréscimo do envelhecimento populacional que contribui para o aumento da incidência de doenças degenerativas e crónicas, que por sua vez, potenciam a dependência no autocuidado e naturalmente a inaptidão do Serviço Nacional de Saúde para responder as necessidades dos das pessoas idosas. Perante tais circunstâncias, as pessoas idosas e dependentes no autocuidado sentem-se desamparados e atribuem um significado à dependência no autocuidado que influência a sua dinâmica pessoal/familiar e qualidade de vida. Com este estudo, pretendemos identificar o significado que a pessoa idosa, a residir no domicílio e dependente em pelo menos uma atividade de vida diária, atribuiu à dependência no autocuidado. Realizou-se um estudo qualitativo com recurso à fenomenologia hermenêutica. A amostra intencional foi constituída por 5 pessoas idosas com idade superior a 80 anos, residentes em contexto domiciliário, utentes de um serviço de apoio domiciliário e dependentes em pelo menos uma atividade de vida diária. A colheita de dados foi efetuada, após consentimento informado do participante, com recurso à entrevista não estruturada realizando-se, posteriormente, a transcrição integral e análise temática. Os dados revelaram que os significados que a pessoa idosa dependente no autocuidado atribuiu à dependência são subordinados à perceção de perdas e ganhos associados às circunstâncias da mesma. Assim, associada à perceção de perdas emergiram os significados: comprometimento da dignidade humana; ser afetado pela dependência no autocuidado, sentir-se prisioneiro no interior de um corpo inútil e apagando-se a razão de viver, enquanto aliada à perceção de ganhos emergiu o significado: sentir-se importante para o outro. Face a tais dados a enfermagem de proximidade adquire um papel relevante na gestão do significado que a pessoa idosa dependente no autocuidado atribuiu a dependência. Contudo, torna-se fundamental, atender à integralidade do ser humano cuidado de forma a identificar as suas necessidades reais e consequentemente implementar intervenções personalizadas dirigidas ao próprio mas que considerem, também, o subsistema família um foco de atenção. Considerando o atual contexto, destaca-se igualmente a importância da capacitação do cuidador para o exercício do papel, de modo a contribuir para a promoção da qualidade de vida de ambos os intervenientes.
