Percorrer por autor "Ribeiro, Tiago Luís Amarante Dias Alves"
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- Atividade antimicrobiana de diferentes extratos naturais contra patogénicos alvo da indústria alimentarPublication . Ribeiro, Tiago Luís Amarante Dias Alves; Barbosa, Joana Inês Bastos; Teixeira, Paula Cristina MaiaA utilização de extratos naturais na indústria alimentar de forma a combater patogénicos presentes em alimentos tem sido objeto de estudo nos últimos anos. Consequentemente, este trabalho teve como objetivo testar a atividade antimicrobiana de diferentes extratos naturais contra patogénicos alvo da indústria alimentar. Os extratos com maior atividade foram usados numa solução para marinar uma matriz cárnea e avaliar a sua capacidade em inibir ou reduzir a carga microbiana de três patogénicos alimentares. Inicialmente foi avaliada a capacidade antimicrobiana de diferentes extratos naturais: Microalgas (Chlorella spp., Chlorococcum spp., Nannochloropsis), péptidos e plantas e fungos (Alecrim, Oleuropeína, Shiitake), contra diferentes estirpes dos patogénicos Salmonella spp., Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Acinetobacter baumannii, Yersinia enterocolitica, Pseudomonas spp., Bacillus cereus, Enterococcus faecalis, Campylobacter spp. e Clostridium spp. A capacidade antimicrobiana dos extratos de Chlorella spp., Chlorococcum spp. e Nannochloropsis foi avaliada através de curvas de crescimento bacteriano, mas sem reduções da carga microbiana ao longo do tempo. Dois dos péptidos (3.1 e CA-M) inibiram o crescimento de todos os patogénicos, com concentrações mínimas inibitórias inferiores a 25,00 % (V/V) para todas as bactérias testadas. O extrato de Oleuropeína inibiu todos os patogénicos para valores abaixo do limite de deteção da técnica de enumeração (<1,3 log UFC/mL), e os extratos de Alecrim e Shiitake também demonstraram elevada capacidade antimicrobiana contra os patogénicos testados, tendo sido registadas, respetivamente, reduções de 3,77 ± 0,32 e 3,81 ± 0,32 ciclos logarítmicos para E. coli, 3,97 ± 0,98 e 3,54 ± 0,67 ciclos logarítmicos para L. monocytogenes, 3,64 ± 0,32 e 3,57 ± 0,17 ciclos logarítmicos para Salmonella spp., e 4,02 ± 0,82 e 4,44 ± 0,08 ciclos logarítmicos para Campylobacter spp. As elevadas inibições registadas levaram à utilização destes extratos para marinar uma matriz alimentar cárnea contaminada artificialmente. No entanto, apesar de algumas reduções observadas nos patogénicos testados, nenhuma dessas reduções foi significativa. Este estudo demonstrou a promissora capacidade antimicrobiana de extratos naturais contra patogénicos presentes em alimentos. Seriam interessantes futuros estudos da sinergia entre os extratos estudados, bem como a sua incorporação em diferentes matrizes alimentares, os quais acreditámos que levariam a novas descobertas beneficiais para toda a indústria alimentar.
