Percorrer por autor "Quaresma, Daniela Costa"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- A representação do papel da mulher em manuais de Português Língua EstrangeiraPublication . Quaresma, Daniela Costa; Faria, Rita de Mendonça Freire NogueiraO manual é um dos materiais mais utilizados desde a origem do ensino até aos dias de hoje, seja em que disciplina for. As disciplinas de língua estrangeira não são exceção, sendo o manual escolar muito preferido pelos professores e pelos alunos, pois serve como um guia aos mesmos. Sendo o manual um instrumento tão vital em sala de aula, importa estarmos atentos às representações do mundo que os mesmos manuais veiculam. Esta dissertação pretende, assim, investigar a representação do papel da mulher em manuais de Português Língua Estrangeira, com o intuito de aprofundar as suas diferenças em relação à representação do papel do homem e identificar eventuais estratégias de inferiorização do papel feminino, assim como a possível criação de estereótipos face à mulher. As perguntas de investigação a que este trabalho visa responder são: 1. Como estão discursivamente representadas as mulheres nos manuais de Português Língua Estrangeira? 2. As mulheres são discursivamente representadas como tendo menos importância em comparação com os homens? A resposta a estas duas perguntas permitirá obter uma ideia da forma como a posição da mulher na sociedade é vista. Para alcançar estes objetivos, constituímos um corpus composto por quatro manuais contemporâneos de Português Língua Estrangeira, dos níveis A1 a C1/C2 (Novo Português sem Fronteiras I, Português XXI 1, Passaporte para Português 1 e Português em Foco 4-). Usaremos as ferramentas da Análise Crítica do Discurso, mais especificamente o modelo de Representação dos Atores Sociais de Van Leeuwen (1996) para estudar os textos dos manuais sob análise e tentar reconstruir o papel da mulher tal como este é discursivamente veiculado por estes materiais. Recorremos em particular às categorias da “nomeação” e da “categorização” e, dentro desta última, a “funcionalização” e a “identificação.” No que diz respeito às duas questões acima mencionadas, pudemos concluir que as mulheres são, de facto, discursivamente representadas como tendo menos importância em comparação com os homens, no sentido em que são retratadas menos vezes do que o género oposto nos enunciados dos manuais, assim como subvalorizadas (a mulher continua representada proeminentemente na esfera doméstica e mais vezes identificada por via do seu aspeto físico).
