Percorrer por autor "Nunes, Maria Margarida Fernandes"
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- Intervenção de conservação e restauro na pintura de fingidos (marmoreados) do piso térreo do Picadeiro Real, Museu Nacional dos CochesPublication . Nunes, Maria Margarida Fernandes; Mendes, Nuno Filipe Camarneiro; Vieira, Eduarda; Augusto, NunoA investigação desenvolvida para a presente Dissertação, realizada durante o trabalho prático de restauro e estudo analítico da pintura de fingidos marmoreados, Stucco-Lustro a óleo, decorre no âmbito do estágio efetuado no Picadeiro Real do Museu Nacional dos Coches (MNC). O edifício neoclássico projetado pelo arquiteto italiano Giovanni Azzolini (1787), passou por três fases, construção/uso do imóvel, “Picadeiro” (1726 e 1766), “Picaria Real” c.1786 e “Museu dos Coches Reaes” c 1905. A execução da pintura, atribuída ao pintor Manuel José Rufino Pereira (1911-1912) corresponde às Campanhas dirigidas por Luciano Freire, como diretor do Museu Nacional dos Coches (dir.1910-1938), completando o projeto de Rosendo Carvalheira (1903-1904). O uso do espaço e envelhecimento natural do edifício, com destaque para infiltrações ascensionais, concorre para o mau estado de conservação da pintura. As principais anomalias estão relacionadas com exposição a condições adversas, de Tº e HR e sensibilidade dos constituintes da obra. Bem como, a função do espaço museológico, semi-aberto e desta forma, sujeito a grandes flutuações higrotérmicas, responsáveis pela contaminação biológica e levantamentos de estrato pictórico. A ação de restauros inadequados, evidente através de extensas manchas de repintes e lixiviação, denota adulteração de respeito estético-filológico pela obra, causando ruido visual na apreciação da pintura. O valor histórico e patrimonial e mau estado de conservação do revestimento, justificam a intervenção de restauro e estudo de análise e caracterização técnica e material, na mitigação e apreciação de fenómenos de alteração, através de FTIR-ATR, XRF e OM. Os resultados analíticos, corroborando com registos documentais, datam a obra entre finais do séc. XIX e início do séc. XX. A intervenção de restauro compreendeu: Pré-fixação da camada pictórica; Testes de solubilidade; Limpeza química e mecânica superficial (eliminar repintes, material oxidado e depósitos de sujidade); Colagem e preenchimento de fissuras e lacunas e reintegração volumétrica ao nível do suporte (ornato); Reintegração cromática; Aplicação pontual de verniz como proteção final. A implementação de estratégias conservativas permitiu restituir a funcionalidade e perpetuar no tempo, o legado deixado por D. Amélia d’Orleães e Bragança.
