Percorrer por autor "Nunes, Fábio Emanuel Santos"
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- Impacto do CO2 elevado e da restrição de ferro na nutrição de soja : Glycine max L. e feijão : Phaseolus vulgaris L.Publication . Nunes, Fábio Emanuel Santos; Vasconcelos, Marta Wilton Pereira Leite de; Pinto, Elisabete Cristina BastosAs alterações climáticas são um tema de extrema importância nos dias de hoje sendo um tópico que preocupa a população mundial. Alguns fatores humanos são responsáveis por este fenómeno, tais como a queima de combustíveis fósseis, nomeadamente a queima de petróleo, carvão ou gás que liberta CO2 e N2O para a atmosfera, o uso de fertilizantes, aumento da atividade pecuária e causas associadas à desflorestação. O impacto cada vez mais acentuado do CO2 atmosférico, assim como da temperatura, tem desencadeado um avanço de fenómenos naturais desde secas e precipitação intensa, até à evidência de perda nutricional de proteína, ferro (Fe) e zinco (Zn) em diversos vegetais, incluindo as leguminosas como soja (Glycine max. L.) e feijão (Phaseolus vulgaris L.). Em particular, as populações de países em desenvolvimento, que tenham grande dependência nas leguminosas como fontes de nutrientes, poderão vir a ser especialmente impactadas devido ao CO2 elevado. Neste projeto estudaram-se duas leguminosas, a soja cv. Thorne e o cv. Papo de rola. Realizaram-se dois ensaios: o primeiro a 400 ppm (CO2 ambiental), e o segundo a 800 ppm (valores previstos para 2050) e, em cada um destes, as plantas foram crescidas na presença e na ausência de Fe. As plantas foram mantidas em câmaras de fitoclima com temperatura, humidade e CO2 controlado. Após a recolha de dados e análise estatística percebeu-se que na soja existe um aumento do peso seco a alto CO2 (+ 52,09 % em folhas e + 60,47 % em raízes). Também se verifica que as amostras de soja e feijão que que cresceram com Fe desenvolvem-se mais (+ 67,49 % em peso seco das folhas e + 60,70 % em raízes de soja; + 91,11 % em folhas e + 77,95 % em raízes de feijão). No entanto, houve reduções na atividade da redutase férrica radicular (94,79 % em soja e 72,19 % para feijão), no teor de clorofila foliar (75,42 % em soja e 73,39 % em feijão) e na taxa fotossintética (90,46 % em soja e 58,13 % em feijão) quando comparadas com as plantas crescidas a CO2 ambiental e na ausência de Fe. Nas análises nutricionais, verifica-se maior teor proteico (55,32 %), retenção mineral (especialmente Fe e Zn), assim como, maior teor de ácidos e açúcares a CO2 ambiental com Fe. Em síntese, a soja e o feijão crescidos com Fe indicam melhores condições de sobrevivência para a planta, sendo que o maior crescimento a alto CO2 não determina necessariamente maior teor nutricional.
