Percorrer por autor "Neto, Raquel Maria Branco Miranda de Carvalho"
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- Avaliação do impacto da mudança organizacional na saúde dos trabalhadoresPublication . Neto, Raquel Maria Branco Miranda de Carvalho; Fonseca, António; Oliveira, EduardoDado o crescente cenário competitivo no mundo empresarial, as organizações são obrigadas a implementar mudanças que lhes permitam manter-se no mercado. Tais mudanças exigem alterações comportamentais e de relacionamento, que requerem ajustamentos individuais que, geralmente, provocam insegurança e stress nos indivíduos abrangidos (Camara, Guerra, & Rodrigues, 2010). O presente estudo teve como objectivo geral aceder às representações que os trabalhadores do Centro Hospitalar do Nordeste [CHNE] têm da mudança organizacional, mormente, quanto ao impacto desta na saúde e bem-estar e também, compreender como os trabalhadores analisam a concepção, implementação e gestão da mudança organizacional. Para o efeito privilegiou-se a metodologia quantitativa, essencialmente descritiva, com a realização de um inquérito por questionário, utilizando alguns itens do instrumento de Torres-Oliveira (2005). O tratamento de dados, conduzido pelo Statistical Package for the Social Sciences [SPSS], permitiu analisar as representações dos trabalhadores quanto às novas condições de trabalho, à mudança de horário, à participação na mudança e ao índice de bem-estar. A amostra integrou 169 trabalhadores, distribuídos por sete grupos profissionais: Pessoal Médico, Técnico Superior de Saúde, Técnico Superior, Pessoal de Enfermagem, Pessoal Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, Assistente Técnico e Assistente Operacional. Os grupos profissionais que demonstraram, de um modo geral, maior satisfação com a mudança foram o Pessoal Médico e o Assistente Operacional. Por sua vez, o Técnico Superior de Saúde foi o grupo que se evidenciou menos optimista. Os resultados evidenciaram que a adopção de uma estratégia tecnocêntrica na gestão da mudança, isto é, o não envolvimento dos trabalhadores no processo (Parente, 2006) conduziu a resistências individuais como a crítica e o medo (Almeida, 2005; Rego & Cunha, 2004). Os riscos psicossociais traduziram-se, a nível organizacional, num aumento do absentismo (Coelho, 2010); a nível individual, a mudança provocou um aumento do nível de stress e um esgotamento físico e psicológico.
