Browsing by Author "Mendes, Diogo Correia"
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- Leigos e especialistas : um estudo experimental sobre diferenças comportamentaisPublication . Mendes, Diogo Correia; Mauro, Carlos Eduardo EvangelistaA motivação principal para a realização desta tese deveu-se em primeiro lugar à curiosidade em perceber o que é a Economia Comportamental, por que motivo existe e que desafios procura solucionar; em segundo lugar, a possibilidade de lidar na minha área profissional com investidores com experiência nos Mercados Financeiros que podem revelar, mesmo no próprio dia, comportamentos muito diferenciados. Fruto do contexto socio-económico de crise que ainda persiste em Portugal, o desafio a que me propus não só passou por perceber se os investidores são mais ponderados, mas também se decidem melhor que os Leigos nos mercados financeiros, especialmente quando estão na iminência de enfrentar desvios comportamentais. O estudo traduziu-se em 3 experiências distintas, através de um questionário realizado a indivíduos com experiência nos mercados financeiros, envolvendo 3 desvios comportamentais. As descobertas responderam alguma forma às questões que haviam sido levantadas e mostram que a experiência não torna as pessoas mais desumanas ou, desprovidas de emoções (sobretudo quando está dinheiro envolvido). A descoberta mais relevante deste estudo foi ter percebido que quando se descreve um problema de um modo mais intenso ou com maior impacto emocional, as pessoas ficam mais sensíveis a resolvê-lo. Isto poderá ser uma vertente a explorar por parte das Organizações sem Fins Lucrativos, na tentativa de angariar mais fundos. As ilações a retirar desta investigação vão desde o facto de os participantes terem sido influenciados apenas pelo sentido dos valores de referência, envidarem mais esforços para se proteger de perdas do que arriscar ganhos maiores, e doarem mais dinheiro a um grupo de crianças do que a uma única criança. As limitações desta investigação prenderam-se sobretudo com a dificuldade em encontrar mais indivíduos que preenchessem o requisito de ter experiência nos mercados financeiros, e a falta de estrutura para formular questões que envolvessem dinheiro real.
