Percorrer por autor "Lopes, Carolina Antunes"
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- As áreas cerebrais ativadas associadas ao efeito analgésico da música em adultos com dor crónicaPublication . Lopes, Carolina Antunes; Canaipa, Rita Isabel Mangerico; Capelas, Manuel LuísA dor é uma sensação desagradável com função protetora. Porém, quando se torna crónica perde esta função protetora e torna-se apenas nociva e prejudicial aos 30% da população mundial com esta condição. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a necessidade e importância do controlo e alívio da dor. Nesse sentido, a prescrição de terapia farmacológica é a primeira linha de tratamento. No entanto, esta tem riscos associados como a adição, o abuso, a sobredosagem e a morte acidental. Como tal, torna-se pertinente o estudo de terapias não farmacológicas que possam funcionar como terapia adjuvante e diminuir as doses da terapia farmacológica. Neste sentido, realizou-se uma scoping review com o objetivo de descrever as áreas cerebrais e mecanismos responsáveis pelo efeito analgésico da música em adultos com dor crónica. Foi elaborada a questão de investigação de acordo com a metodologia Joanna Briggs Institute (JBI) com base na mnemónica PCC – População, Contexto e Conceito. Foi elaborada a frase booleana e realizada a pesquisa nas bases de dados: PUBMED, CINAHL, PSYINFO, SCOPUS, WEB OF SCIENCE E MEDICALATINA. Foram incluídos dez artigos nesta revisão, quatro revisões narrativas, cinco estudos experimentais e um estudo piloto. Os artigos apresentam grande diversidade de métodos imagiológicos, intervenções musicais e métodos de avaliação da dor. Os resultados desta revisão sugerem o envolvimento do sistema modulatório descendente, principalmente do córtex pré-frontal dorsolateral, do córtex cingulado, da substância cinzenta periaquedutal e da circunvolução angular. Os resultados mostram ainda a prevalência de atividade no hemisfério esquerdo. Este trabalho destaca a importância de aprofundar o estudo dos mecanismos cerebrais que fundamentam a eficácia da música na redução de perceção da dor, no sentido do desenvolvimento de terapia não farmacológicas adjuvantes à intervenção farmacológica.
