Percorrer por autor "Gomes, Daniela"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Baby-Led weaning como método de alimentação complementar: revisão de literaturaPublication . Gomes, Daniela; Festas, ConstançaEnquadramento: As experiências nutricionais durante a infância e os primeiros anos de vida podem influenciar o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. O Baby-Led Weaning (BLW) é um método alternativo de alimentação complementar em que as crianças comem sozinhas, com as mãos, alimentos moídos, picados ou em forma de finger foods. Surgiu como uma alternativa ao método tradicional de alimentação complementarem que o bebé é alimentado à colher pelo seu cuidador. Objetivos: O objetivo desta revisão integrativa é mostrar os resultados da evidência científica sobre as diferenças entre o BLW e o método tradicional de alimentação complementar em relação ao crescimento e desenvolvimento da criança, status nutricional, risco de engasgamento e comportamento alimentar. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura através da pesquisa em bases de dados: “Wiley Online Library”, “MedLine”, “PubMed”, “Taylor & Francis Online”; “LILACS”; “ScienceDirect” com recurso à plataforma de pesquisa “B-On”, com os descritores selecionados, identificando artigos com data de publicação entre 2018 e 2022, em inglês e português, com texto integral disponível e revisto pelos pares. Resultados: Após o processo de seleção foram analisados 7 artigos que comparavam o método de introdução alimentar tradicional e o método BLW. Na análise dos 3 estudos que avaliaram esta componente, foi possível perceber que não havia atrasos no crescimento das crianças do grupo BLW e as alimentadas tradicionalmente. Quanto ao desenvolvimento apenas houve um estudo a avaliar esta componente que concluiu que as crianças do grupo BLW apresentavam mais habilidades de motricidade fina. Relativamente ao status nutricional, nos estudos que analisaram a ingestão nutricional, dois estudos demonstraram não haver diferença estatisticamente significativa.na ingestão de ferro entre os dois grupos, e um dos estudos, contrariamente, mostrou haver menor ingestão de ferro no grupo BLW. A nível analíticos, não houve diferença entre os dois grupos em dois dos estudos que analisaram esta componente. Um dos estudos avaliou as crianças aos 6-8 meses e depois 9-12 meses, havendo menor ingestão de ferro, vitamina B12, Zinco, Vitamina D e Iodo no grupo BLW aos 6-8 meses, mas aos 9-12 meses sem diferenças estatisticamente significativas. Quanto ao risco de engasgamento, 3 estudos que avaliaram esta situação e não houve diferenças significativas relativamente ao método de alimentação e o risco de engasgamento. O comportamento alimentar foi avaliado em 5 estudos, em que 2deles não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. Um dos estudos demonstrou que as crianças do grupo BLW alimentam-se mais devagar e tem maior resposta de saciedade e outro revelou um nível significativamente mais baixo de seletividade e maior prazer alimentar para as crianças do BLW. Conclusões: Perante a análise destes artigos é possível compreender que o BLW não afeta o crescimento e desenvolvimento infantil face a o método de diversificação alimentar tradicional. Além disso, também não aumentou o risco de engasgamento. O BLW está relacionado com uma introdução alimentar mais tardia e também com maior duração da amamentação. Relativamente ao status nutricional e aos parâmetros hematológicos das crianças, nos estudos analisados, o BLW não demonstrou aumentar o risco de deficiência de ferro e outros nutrientes, no entanto, também é importante referir a importância de oferecer apoio educativo sobre alimentos ricos em ferro e bases de uma alimentação saudável aos pais. Quanto ao comportamento da criança, dois artigos obtiveram resultados positivos associando o BLW a uma maior resposta à saciedade, maior prazer ao alimentar-se e menor seletividade. No entanto, é necessária maior investigação e estudos longitudinais randomizados para perceber essa relação.
- The influence of population aging in public healthPublication . Veiga, Nélio; Couto, Patrícia; Fernandes, Adélia; Oliveira, Alexia; Gomes, Daniela; Santos, Daniela; Amaral, Odete; Pereira, Carlos; Pereira, Pedro; Coelho, InêsIntroduction: Population aging is one of the greatest challenges in contemporary public health. Thus, one of the consequences of this dynamic is a greater demand for health services. The aim of the present research consists in explaining the main topics that justify the fact that the increase of population-aging worldwide influences public health strategies applied. Materials and methods: To carry out this review article the search strategies included electronic databases, such as PubMed, Cochrane Library and Science Direct, reference lists of articles, and selected textbooks. Articles and textbooks used in this study were mainly reached by using the following keywords: “Public health”; “Population-ageing “; “Global Aging”; “Elderly” and “Health”. Selection criteria included articles published from 1985 to the present year of 2018. At the end of the search, 11 scientific articles were selected. Results and Discussion: The physical / biological, psychological and social changes associated with the elderly leads to decrease of health, withdrawal from the labor market and several unfavorable situations, which cannot be controlled. In this context, the elderly seek to find support in the family, neighborhood, friends and institutions that will influence their quality of life. Therefore, the path of Public Health has three essential points: first, health promotion and primary prevention, which requires a lot of health education to develop healthy living habits and improve understanding of the aging process; secondly, appropriate health treatments, including professionals trained in Geriatrics and Gerontology, aiming at early diagnosis and interdisciplinary administration of diseases, seeking to preserve functional capacity; and finally, the rehabilitation of the functions committed, aiming at functional independence and mental autonomy, in any type of incapacity or limitation. Conclusions: Aging is a challenge to be integrated by Public Health and the vulnerability inherent in the elderly should never be seen in a unique way. Thus, we believe in the importance of different forms of support, not only in terms of assistance, clinical treatment and rehabilitation, but also in the implementation of public policies and disease prevention actions, as well as health promotion of the population of integral form.
