Percorrer por autor "Bastos, Maria Manuela Amaral"
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- Resiliência em adolescentes com diabetes Mellitus tipo 1 : resultado adaptativo e controlo metabólicoPublication . Bastos, Maria Manuela Amaral; Araújo, Beatriz Rodrigues de; Caldas, Alexandre CastroINTRODUÇÃO: Na transição da infância para a adultez, ocorrem mudanças significativas que se manifestam a nível bio-psico-socio-espiritual. O adolescente, protagonista da sua própria história, no caminho da construção da sua identidade, vai aprendendo a gerir as múltiplas mudanças de que está a ser alvo, desenvolvendo estratégias de coping, umas mais positivas, outras menos. Quando as mudanças inerentes à adolescência confluem com um diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 (DM 1), as exigências aumentam. Consideram-se resilientes os adolescentes que ultrapassam o processo adverso, saindo dele fortalecidos. Com este estudo, pretendemos contribuir para a excelência dos cuidados de enfermagem, sugerindo instrumentos sensíveis e fidedignos que permitam o desenho de intervenções personalizadas, porque direcionadas para os problemas detetados, tendo em vista um melhor controlo da patologia e uma vida com mais qualidade. OBJETIVO: Perceber se os adolescentes com um nível mais elevado de resiliência evidenciam melhor resultado adaptativo e melhor controlo da DM 1. MATERIAL E MÉTODOS: Realizámos um estudo de paradigma quantitativo, do tipo correlacional e transversal, desenvolvido em três fases: (i) adaptação e validação da Escala Toulousiana de Coping (ETC), numa amostra de 291 adolescentes portugueses a frequentar o 3º Ciclo dos Ensinos Básico e Secundário; (ii) estudo junto duma amostra de 112 adolescentes com DM 1 em Consultas de Endocrinologia Pediátrica de cinco hospitais, para analisar relações entre as variáveis em estudo, a identificação dos fatores preditores da resiliência e a seleção da amostra, para a 3ª fase, em função dos scores de resiliência; e (iii) colheitas de saliva e estudo das relações entre Cortisol, Dehidroepiandrosterona-sulfato, resiliência e controlo metabólico, numa amostra de 50 adolescentes. Foram respeitados os princípios éticos para a investigação, em grupos vulneráveis. RESULTADOS: A ETC apresenta características psicométricas adequadas para adolescentes (alfa de Cronbach de .85). A resiliência dos adolescentes, medida pela Healthy Kids Resilience Assessment Module (HKRAM), é influenciada pelo sexo, idade, retenção escolar, situação laboral do pai/padrasto, escolaridade da mãe/madrasta, estratégias de controlo e de suporte social. Globalmente, os Acontecimentos Vitais Stressantes (AVS) interferem negativamente na resiliência. O controlo metabólico apresentou médias mais baixas, nos adolescentes provenientes de famílias tradicionais, nos que não sofreram retenção escolar, nos que identificaram menor numero de AVS e/ou menor impacto emocional. Foram ainda identificados como preditores positivos da resiliência, as estratégias de Controlo e de Suporte Social, e, como preditores negativos, o Retraimento, Conversão e Aditividade; a Recusa, e os AVS Impacto. Identificaram-se três modelos de perfil de stresse, dois com curvas atípicas de Cortisol. O modelo 2, é o que mais se aproxima dos valores de cortisol de referência, revelando os valores médios, que estes adolescentes apresentam recursos de resiliência intermédios e melhor controlo metabólico. CONCLUSÕES: A ETC, a AVS e a HKRAM são instrumentos fiáveis e úteis para os enfermeiros, com vista à implementação de cuidados preferencialmente proativos e personalizados. Dos resultados desta investigação, decorre a necessidade do desenvolvimento de estudos longitudinais, no âmbito da resiliência, a fim de perceber a possível transitoriedade das mudanças; de estudos em amostras representativas, com grupo controlo, preferencialmente multinível e desenvolvidos por equipas transprofissionais.
