Percorrer por autor "Arrigo, Massimiliano Maria"
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- O dom da participação na vida divina : a reflexão paulina sobre a graça na parte central da Carta aos RomanosPublication . Arrigo, Massimiliano Maria; Carvalho, José Carlos da SilvaO objetivo deste trabalho é perceber como é que a graça auxilia a realização do bem, de acordo com Rom 5-8. Procurou-se responder dividindo o trabalho em três capítulos. No primeiro capítulo analisa-se a estrutura da Carta aos Romanos, principalmente de Rom 5-8, contextualizando a carta e examinando as técnicas exegéticas e retóricas utilizadas por Paulo, particularmente as que estão presentes em Rom 5-8. De seguida, apresenta-se um estudo filológico sobre algumas palavras do vocabulário paulino da graça inerentes ao tema: cháris, ergázomai, prássō, paradídōmi, feίdomai. Do estudo do primeiro capítulo observou-se que a palavra graça, tradução do grego cháris, aparece 166 vezes no corpus paulinum, das quais 25 vezes em Rom e que, em Paulo, é um conceito central que expressa melhor o seu modo de entender o evento salvífico. No segundo capítulo é feito um comentário exegético às perícopes da secção Rom 5-8: Rom 5,2.15.17.20-21; 6,1.14.15.17; 7,15.19.25; 8,32. Definimos a graça como dom, pois ela é a benevolência de Deus que se manifestou na sua plenitude em Cristo. A graça expressa assim a estrutura do evento salvífico, dom não merecido, livre e incongruente. Esta graça transfere para a vida e liberta da escravidão da morte. A graça exclui o pecado, embora que o homem continue pecador e ligado à sua natureza finita e imperfeita. A impossibilidade do homem realizar o bem é devido ao pecado que inabita nele e é pela sua escravidão à morte, à lei e ao pecado que faz com que o homem viva para si mesmo e seja impedido pelo seu egoísmo. No terceiro capítulo fizemos um estudo sistemático sobre a graça, em Rom 5-8, vendo que a graça, segundo Paulo, é o evento salvífico Jesus Cristo; mais do que uma coisa, a graça é uma Pessoa. Deste modo, a graça como auxílio para realizar o bem, na segunda parte de Rom, é o dom que Deus faz de si mesmo aos homens, fazendo-os participantes da vida divina expressa com as categorias de divinização, filiação, união mística. Este dom produz no homem uma transformação interior que o liberta do pecado, da lei e da morte, e liberta a sua liberdade, tornando-o capaz de amar e de conformar-se e configurar-se com Cristo.
