Percorrer por autor "Amaro, Maria Piedade Pacheco"
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- Planeamento avançado de cuidados e práticas de tomada de decisão no doente com DPOCPublication . Amaro, Maria Piedade Pacheco; Capelas, Manuel LuísIntrodução: Cuidados paliativos (CP) podem melhorar a qualidade de vida e morte de doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). A comunicação precoce sobre a trajetória da doença e a provável necessidade de CP é crucial para assegurar cuidados de fim de vida de qualidade. Objetivos: Quantificar práticas relativas a CP, Planeamento Avançado de Cuidados (PAC) e tomada de decisões médicas partilhadas em doentes com DPOC. Descrever perceções e atitudes de pneumologistas em relação a esses processos e identificar as suas necessidades de treino em CP. Métodos: Amostragem por conveniência em 9/18 Hospitais/Centros Hospitalares portugueses participantes (H/CH) e acidental para doentes e pneumologistas. Os dados foram anonimizados na origem. Analisados dados provenientes dos processos clínicos de 178 doentes com DPOC que reuniam critérios de fim de vida e frequentavam Consultas Externas de Pneumologia (CEP) de H/CH participantes. Respostas a um questionário respondidas por 28 especialistas em pneumologia e 9 residentes da especialidade e dados de 8/9 questionários caracterizantes dos H/CH participantes. Resultados: Durante o período do estudo, 6/178 (3,4%) dos doentes selecionados estavam a ser acompanhados por equipas de CP (ECP). 3/178 (1,7%) tinham tido discussões sobre sedação paliativa, 10/176 (5,7%) tinham decisões de não reanimar (DNR) e 1/176 (0,6%) de ressuscitação potencial. 11/177 (6,2%) tinham decisões sobre ventilação mecânica (VM), das quais 9 (5,1%) tinham ventilação não invasiva (VNI) como teto de tratamento. 2 (1,1%) doentes recusavam receber qualquer forma de VM. Constatou-se ausência de registos, (0/177) relativos a discussões sobre preferência do local de morte. A autoavaliação dos pneumologistas revelou baixos/moderados níveis de competência no uso do PAC. Barreiras identificadas incluíram a falta de treino (33/36; 92%), prioridade crítica destacada por este estudo. Conclusões: Estes resultados sugerem necessidade urgente de melhorias nas atitudes e nas práticas clínicas dos pneumologistas em relação às necessidades paliativas de doentes com DPOC. Parametrização das práticas e alocação de recursos no País devem ser promovidos a fim de prover cuidados de fim de vida de qualidade a doentes com DPOC.
