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Business groups and aggregate volatility in Portugal : a micro-based factor decomposition

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This dissertation measures aggregate sales growth volatility in the Portuguese non-financial corporate sector (2008–2022) from a micro-based portfolio perspective and asks whether ownership networks constitute a macro-relevant channel of dependence, consistent with the granular perspective of Gabaix (2011), whose underlying hypotheses are confirmed in the case of the Portuguese economy.To evaluate this hypothesis, we combine firm-level sales-growth volatility estimates provided by Banco de Portugal and a factor model comprising aggregate, industry and municipality components to measure aggregate volatility. This estimate is compared with an alternative one where firms affiliated to business groups are consolidated in “Super-Firms” and an additional risk factor is added to capture their higher interdependence. Results depend on the covariance estimator, but the central finding is robust: introducing business groups has a quantitatively small effect on reconstructed aggregate volatility and does not materially reduce the gap to the realized volatility of aggregate sales growth, despite clearevidence of meaningful within-group dependence at the entity level.To interpret why micro relevance translates weakly into macro impact, we examine the overlap between the group factor and baseline industry–municipality dynamics and emphasize a mechanical constraint: the ownership channel carries limited aggregate weight in our filtered network. We also document that the group-factor impact varies over time, exploring a latesample divergence.Overall, ownership networks matter for consolidated entities’ risk profiles, yet they do not emerge as the primary driver of aggregate volatility in Portugal.
Esta dissertação mede a volatilidade do crescimento das vendas agregadas no setor empresarial não financeiro em Portugal (2008–2022) numa perspetiva microeconómica de carteira e avalia se as redes de propriedade constituem um canal de dependência macroeconomicamente relevante, em linha com a perspetiva granular de Gabaix (2011), cujos pressupostos são confirmados para a economia portuguesa.Para o testar, combinamos estimativas de volatilidade do crescimento das vendas ao nível da empresa, disponibilizadas pelo Banco de Portugal, com um modelo de fatores observáveis que inclui componentes agregados, setoriais e municipais, de modo a reconstruir a volatilidade agregada. Esta é comparada com uma especificação alternativa onde as empresas afiliadas a grupos são consolidadas em “Super-empresas” e é adicionado um fator de risco de grupo.Os resultados variam consoante o estimador de covariâncias, mas a conclusão central é robusta: a introdução de grupos económicos tem um impacto reduzido no cálculo da volatilidade agregada reconstruída, apesar da clara evidência de dependência intra-grupo ao nível das entidades.Para interpretar a fraca transmissão da relevância micro ao nível macro, analisamos a sobreposição entre o fator de grupo e as dinâmicas setoriais/municipais, enfatizando uma restrição mecânica: o canal de propriedade detém um peso agregado limitado na rede filtrada. Observamos também que o impacto do fator de grupo é variável no tempo, explorando uma divergência no final da amostra.Em suma, embora as redes de propriedade influenciem o perfil de risco das entidades consolidadas, estas não emergem como o principal motor da volatilidade agregada em Portugal.

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Palavras-chave

Aggregate volatility Business groups Granular hypothesis Factor models Portuguese economy Volatilidade agregada Grupos económicos Hipótese granular Modelos de fatores Economia portuguesa

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