Hanenberg, PeterTavares, Lívia Corti2012-01-042012-01-042011http://hdl.handle.net/10400.14/7356Europe has never existed; one has genuinely to create Europe. (Jean Monet) O presente trabalho propõe a análise dos discursos de construção da identidade europeia enquanto cultura. A análise baseia-se em abordagens de intelectuais europeus e não-europeus, analisar a relevância que pressupõem para o discurso de construção de identidade europeia. Estes elementos caracterizam-se por uma «forma» tipicamente europeia de ser cultura. Uma cultura que se configura por uma percepção de si mesmo como civilização do saber, do pensar e da cultura. O primeiro capítulo trata da obra de George Steiner, a «Idéia de Europa» uma abordagem cultural que será corroborada pelas perspectivas de diversos autores. A obra é fruto de uma palestra que aconteceu no ano de 2004. Esse ano foi de especial relevância para o contexto de alargamentos e da construção da identidade europeia. Além dos temas propostos por Steiner, analisaremos a importância do discurso político da união europeia em 2004, assim como a posição cultural da Comissão Barroso, que também assumiu mandato naquele mesmo ano. O segundo capítulo tem como base o livro de Anthony Giddens «A Europa na Era Global» . Para dar suporte as teorias de Giddens serão adotados duas obras de Vitorino Magalhães Godinho: «A Europa como projecto» e «Os Problemas de Portugal, Os problemas da Europa». Nesta parte do trabalho iremos focar a reflexão no Modelo Social Europeu, nos efeitos da globalização na Europa e nos impactos dos alargamentos na sociedade e cultura europeia. Os problemas sociais europeus e os desafios de convivialidade revelam-se um dos maiores desafios da Europa, tanto no contexto de 2004 como no atual. O terceiro capítulo fundamenta-se no discurso de Joseph Ratzinger e de Joseph Weiler sobre o debate que teve lugar nos anos de 2003 e 2004 sobre a alusão do Cristianismo como elemento formador da matriz histórico-cultural europeia no Tratado Constituicional. O livro de Weiler: «Uma Europa Cristã» reflete sob o ponto de vista jurídico a argumentação de se reconhecer, ou não, o cristianismo como integrante desta raíz europeia. Além dessa discussão, apontaremos os componentes que evidenciam que a cultura cristã exerceu sobre a Europa uma influência inegável e relevante. O Quarto capítulo se apoia nas obras de Peter Sloterdijk,«Se a Europa acordar» e de Eduardo Lourenço, «A Europa desencantada» para retratar a crise ideológica do pós-guerra que culminou em desencanto. Os autores revelam um lado da Europa ausente do cenário político, uma espécie de retirada (temporária) da História. Apesar de se tratar de um capítulo mais «céptico», é também uma parte do trabalho em que se assume a construção da Europa como uma grande oportunidade de regressar e escrever uma nova História. O quinto e último capítulo, difere-se dos demais pois tem como autor principal o americano, Jeremy Rifkin. A Obra «The European Dream» finaliza esta reflexão por sua visão otimista do projeto europeu, com argumentos que enfatizam o carácter inovador e humanista da Europa. A criação da Europa é também retomada, assim como, a importância de se criar o cidadão europeu para dar continuidade a este projeto.porDiscursos da Europa para o novo milénio : análises contrastivosmaster thesis