Rebelo, Luís Francisco de Gouveia Durão PinaGuedes, José Miguel da Silva Gonçalves Pinto2026-01-052026-01-052025-07-042025-04-01http://hdl.handle.net/10400.14/56179This study explores the impact of socio-economic inequalities on healthcare access, self-perception, and non-communicable diseases (NCD) evolution among the elderly in Europe over five different years, using data from Survey on health, ageing and retirement in Europe (SHARE) and applying a Hierarchical Ordered Probit (HOPIT) model. The analysis highlights how the Great Recession introduced disparities, with lasting effects on financial and health vulnerabilities, while the pandemic further exposed the fragility of health systems. Contrary to expectations, mental health has not worsened, but pessimism has increased its impact on health in the Great Recession and COVID-19. Socioeconomic factors, alongside education, were found to be crucial in shaping health perception. Although education is important for how individuals perceive their health, income and net-worth assume a critical function under conditions of socioeconomic vulnerability, by enabling access to healthcare services and influencing health outcomes. The study suggests that policies should focus on improving access to healthcare for low-income groups and addressing systemic health inequalities. Limitations include the exclusion of macroeconomic and genetic factors, and future research should examine the role of diverse health systems in reducing disparities across Europe.Este estudo explora o impacto das desigualdades socioeconómicas no acesso aos cuidados de saúde, na autoperceção e na evolução das doenças não transmissíveis entre os idosos na Europa ao longo de cinco anos, utilizando dados obtidos do Survey on health, ageing and retirement in Europe (SHARE) e aplicando um Hierarchical Ordered Probit Model (HOPIT). A análise destaca como a Grande Recessão introduziu disparidades, com efeitos duradouros sobre as vulnerabilidades financeiras e de saúde, enquanto a pandemia expôs ainda mais a fragilidade dos sistemas de saúde. Contrariamente às expectativas, a saúde mental não piorou, mas o pessimismo aumentou o seu impacto na saúde na Grande Recessão e na COVID-19. Fatores socioeconômicos, juntamente com a educação, foram considerados cruciais para moldar a perceção de saúde. Embora a educação seja importante para a forma como os indivíduos percebem a sua saúde, o rendimento e o património líquido assumem uma função crítica em condições de vulnerabilidade socioeconómica, permitindo o acesso aos Serviços de saúde e influenciando os resultados de saúde. O estudo sugere que as políticas devem centrar-se na melhoria do acesso aos cuidados de saúde para os grupos de baixa renda e na resolução das desigualdades sistémicas em Saúde. As limitações incluem a exclusão de fatores macroeconómicos e genéticos, e futuras investigações deverão examinar o papel dos diversos sistemas de saúde na redução das disparidades em toda a Europa.engGreat recessionCovid-19Socioeconomic inequalitiesHealthChronic diseasesGrande recessãoDesigualdades socioeconómicasSaúdeDoenças crónicasTwo decades of change : the role of socio-economic determinants in the access to health of the retired European populationmaster thesis204065348