Bernardo, Ana Maria2024-09-032024-09-0320190870-1547http://hdl.handle.net/10400.14/46318Num mundo marcado por um constante e avassalador intercâmbio comunicativo, no qual as especificidades linguísticas e culturais tendem a ser substituídas por tipos de discurso globalizado, torna-se imperioso perscrutar as alterações a que a tradução se submeteu, com particular relevância para as áreas das agências noticiosas e publicitárias internacionais. nas quais assumem particular importância questões de poder e de manipulação e onde o papel do tradutor sofreu profundas alterações. Estas não podem ser cabalmente compreendidas em termos de dicotomias bem definidas (domesticação vs. estranhamento, globalização vs. localização). Trata-se antes de mesclas, formas mistas de hibridização (a transedição nas agências noticiosas internacionais e a transcriação em agências publicitárias). Nas primeiras, os jornalistas realizam diversas intervenções nos textos a que se dá o nome de transedição. Nas segundas, de acordo com o princípio do marketing estratégico, o objectivo é o de proceder à adaptação cultural do anúncio a diferentes contextos, mantendo o mesmo impacto, estilo e tom do original. Em ambos os casos, a tradução constitui uma parte substancial das intervenções textuais, embora permaneça oculta e seja considerada como negligenciável. Este artigo tenta clarificar algumas das implicações destes dois tipos de reescrita que revelam um grau apreciável de hibridismo.engTranslationHybridityGlobalizationTranseditingTranscreationTraduçãoHibridismoGlobalizaçãoTransediçãoTranscriaçãoHow much hybrity can translation tolerate? Hidden translation in intercultural text transfer (in news or advertising agencies)Quanto hibridismo é tolerável em tradução? Tradução oculta no transfer textual intercultural (em agências noticiosas e de publicidade)journal article10.34624/rual.v0i8.26533