Ferreira, Teresa Jorge2022-03-292022-03-292022-01-301808-5385http://hdl.handle.net/10400.14/37182Neste artigo, apresenta-se uma leitura da composição poética “Auto-retrato” de Ana Hatherly (A idade da escrita, 1998), que define “o [seu] retrato” como “lúcido espelho”. Analisando a estrutura tríptica de “Auto-retrato”, integrativa de um soneto da autora e de dois sonetos de poetisas barrocas dos séculos XVII e XVIII, e explorando a tradição associada às expressões “Este que vês” e “oculto”, três vezes repetidas no soneto de Hatherly, observa-se que a autora enceta um intenso diálogo com outras vozes para afirmar a sua arte poética. “Auto-retrato” experimenta o difícil jogo da recriação-recreação promovido por Hatherly na sua obra.porAutorretratoPoesiaAna HatherlyParáfraseÉcfraseAo espelho: autorretrato de Ana Hatherlyjournal article10.25094/rtp.2022n35a848