Coelho, PatríciaCosta, TâniaSilva, RosaSá, Luís2015-09-112015-09-112013COELHO, Patrícia [et al.] - Morrer no domicílio: um fim de vida com qualidade. - I Encontro da Unidade de Saúde Pública do ACES Porto Oriental, Porto, Portugal, 7-8 Fevereiro, 2013http://hdl.handle.net/10400.14/18190Os cuidados paliativos promovem uma abordagem holística do sofrimento através de um cuidado integral, que recorre à tríade doente/família/equipa para contribuir para o conforto, bem-estar e qualidade de vida dos doentes com uma doença avançada e terminal. Neste sentido, também o respeito pelas preferências dos doentes é fulcral, pelo que atendendo às suas necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais é essencial proporcionar cuidados em fim de vida humanizados e fundamentados em conhecimento técnico e científico. Pretende-se demonstrar a importância de integrar os cuidados paliativos na prestação de cuidados domiciliários. Revisão da literatura nas bases de dados CINHAL, MEDLINE, ISI, utilizando as palavras-chave: ”home care”, “palliative care”, die at home” e “patients needs”. Definiram-se como critérios de inclusão: artigos em língua inglesa; publicados após 2000; em texto integral; com resumo/referências disponíveis e analisados por especialistas, perfazendo um total de 32 artigos analisados na íntegra. A maioria dos doentes (cerca de 90%) prefere morrer em casa embora por vezes não seja possível devido a fatores como presença de sintomas não controlados, situações urgentes, exaustão, sentimentos de impotência e incapacidade dos cuidadores. Contudo, a possibilidade de uma assistência integral, preconizada pelos cuidados paliativos, no domicílio permite aos doentes morrerem no conforto das suas casas, com os seus familiares e os sintomas controlados. Os estudos definem como um domínio de qualidade morrer no local escolhido pelos doentes já que estes reconhecem tal possibilidade como muito importante. Assim sendo, torna-se imperioso desenvolver equipas capacitadas para prestarem cuidados de qualidade e implementarem intervenções eficazes que facultem uma morte digna, de acordo com as preferências dos doentes. As intervenções implementadas devem atender à gestão de sintomas, avaliação e planeamento dos cuidados, acompanhamento, preparação e suporte no luto de modo a impedir a hospitalização desnecessária (que carreta custos diretos e indiretos elevados) bem como, a utilização de medidas e tratamentos fúteis e desproporcionais.porMorrer no domicílio: um fim de vida com qualidadeconference object