Martins, Mário2014-02-252014-02-251978MARTINS, Mário - Das «Cantigas de Santa Maria» ao «Flos Sanctorum» em português, de 1513. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 8:1 (1978) 175-1850253-1674http://hdl.handle.net/10400.14/13719Talvez já no Séc. XI, penetrara na Europa essa lenda oriental, embora com variantes. E foi na Europa que ela se dividiu em dois grandes ramos. Um deles primeiramente em latim e depois no francês poético de Gautier de Coinci «que se traduziu em galego e deu fonte à cantiga do Rei Afonso X de Castela». Com esta diferença, nas Cantigas de Santa Maria a imperatriz chama-se Beatriz, em homenagem a Beatriz da Suábia, mãe de Afonso X, o Sábio. Assim pensam os eruditos, entre eles Câmara Cascudo. Pode ser. O que os eruditos não dizem, parece-nos, é que esta lendária «santa» Beatriz passou ao Flos Sanctorum do cisterciense castelhano Frei Gauberto, no final de quatrocentos, e daí ao Fios Sanctorum, em português, de 1513.porDas «Cantigas de Santa Maria» ao «Flos Sanctorum» em português, de 1513journal article10.34632/didaskalia.1978.768