Amaro, Maria Inês Martinho AntunesPinto, Gonçalo Peres do Carmo dos Santos2017-01-172017-01-172016-10-122016http://hdl.handle.net/10400.14/21259O projecto que agora se apresenta e que se denomina Laboratório dos Comuns para a Empregabilidade (LCE), tem como propósito desenvolver um processo de intervenção em comunidades vulneráveis, no intuito de criar espaços de desenvolvimento humano sustentável para a empregabilidade num sistema socioeconómico colaborativo e de partilha dos comuns. O trabalho é uma figura presente desde sempre nas sociedades. Desenvolve-se com a evolução do Homem e é, também, o motor da sua própria evolução. O Homem vê no trabalho uma forma de integração na sociedade a que pertence e é aí que constrói parte da sua identidade. Tal como no período da Revolução Industrial, também hoje vivemos momentos socioeconómicos conturbados no mercado de trabalho. Se outrora foram as máquinas que retiraram trabalho ao Homem, hoje é o progresso tecnológico desenfreado que retira emprego a uma massa considerável de trabalhadores. Um novo sistema socioeconómico emerge e é nele, com ele e para ele que o LCE quer co-construir a sua intervenção social. Falamos da Economia Colaborativa e de Partilha dos Comuns (ECPC). São diversos os sinais e os casos práticos e concretos que nos ajudam a perceber os contornos deste novo sistema. As tecnologias de comunicação são fundamentais para nele participar, bem como a capacidade de trabalhar em prol de um todo (dimensão individual, colectiva e ecológica). Mais do que competição, vamos viver num sistema cooperativo, com tudo o que de transformador isso significa. Analisamos esses contornos, esboçamos, ainda que com a timidez e prudência que o bom senso exige, o que serão as profissões e os fazeres deste novo sistema e analisaremos as tecnologias sociais que hoje existem e que são, primordialmente, ferramentas de inclusão social: são tecnologias de relacionamento e participação humana. Isto é, são ferramentas que nos ajudam a transformar consciências, onde a compaixão e o sentido do bem comum, do respeito pelos recursos naturais e pelo outro, da partilha e da dádiva são a base. O LCE é, assim, um projecto integral, no sentido em que trabalha a empregabilidade para lá do processo de desenvolvimento das competências técnicas. O processo tem início na pessoa, na integridade do seu sistema de valores, de princípios e da maior consciência de si mesmo e dos outros. A transformação assenta na transição de um sentido de competição para um sentido de cooperação, de egocentrismo para eco-centrismo, de acumulação para simplificação, de posse para acesso, de compra para troca e partilha, de global para local, de desperdício para reutilização, de monetário para não-monetário, de materialista para não-materialista.The project now presented and denominated “The Laboratory of Commons for Employability”, has for goal the development of an intervention process in vulnerable communities aiming to create sustainable human development possibilities for employability, in a collaborative and common sharing socioeconomic system. Work has forever been present in societies. It evolves with the evolution of man, acting simultaneously as a catalyst for that same evolution process. Man sees work as an integration feature in society to which he belongs and there builds part of his identity. Just as in the Industrial Revolution era, we are nowadays experiencing troublesome moments in the working market. Formerly machines withdrew employment from man; currently it’s the untamed technological development that keeps a significant number of employable men and women out of work. A new socioeconomic system is emerging and it’s within it, with it and for it that the “The Laboratory of Commons for Employability” wants to build its social intervention. We are referring to the Common Collaborative and Sharing Economy. Several signs, as well as actual practical cases, help us understand the shaping of this new system. Communication technologies are vital to be part of it, as well as the ability to work for a whole (individual, collective and ecological dimension). More than competition, we’ll be living in a cooperative system, with all the transformation it implies. We analyse the shaping of the system. Sketch, although shyly and prudently as common sense advises, the careers and doings of this new system. We shall analyse the social technologies existing today which are, primordially, social inclusion tools: human participation and relationship tools. Meaning, they are assets to help us transform conscience, where compassion and the sense of common good, the respect for natural resources, the respect for our fellow human beings, sharing and giving are the corner stones. “The Laboratory of Commons for Employability” is, as such, an integrative project in the sense it works employability beyond de development of technical skills. The process begins in the individual, the integrity of his system of principles and standards, in a greater awareness of himself as well as of others. The transformation lies in the transition of competition to cooperation, egocentrism to eco-centrism, consuming habits to simpler ways of life, ownership to common availability, purchase to trading and sharing, global to local, waste to reutilisation, monetary to non-monetary, materialist to non-materialist.porTrabalhoEmpregabilidadeTerritórios vulneráveisEconomiaColaborativa e de partilha dos comunsWorkEmployabilityVulnerable communitiesCommon collaborative and sharing economyLaboratório dos Comuns para a Empregabilidade : projecto de intervençãomaster thesis201337320