Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/9778
Título: O primado da relação: da intencionalidade trinitária da filosofia
Autor: Rosa, José Maria Silva
Data: 2006
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: ROSA, José Maria da Silva - O primado da relação : da intencionalidade trinitária da filosofia. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 36:1 (2006) 139-170
Resumo: A presente tese afirma o primado da relação, questionando algumas linhagens do pensamento ocidental que a desvalorizaram como categoria mínima, esmoler, um quase-não-ser. A doutrina trinitária, exigindo uma gramática que conjugasse sinteticamente substância e relação, encontrou na noção de Pessoa uma «novidade ontológica» que, em compasso ternário, exprime o ad se (para si) da substância e o ad aliud (para outrem) da relação. «Em Deus é absolutamente a mesma coisa (omnino idem) ser e ser pessoa. Se ser é um termo absoluto, a pessoa é a relação.» (Agostinho de Hipona, De Trinitate, VII, vi, 11). É por isso que «le jeu trinitaire» realiza «par excès et par avance» (J.-L. Marion) o «paraíso perdido» do pensamento: conciliar o em-si e o para-si. E a reciprocidade trinitária, paradigma da perfeita relacionalidade, é cada vez mais o lugar para onde se voltam algumas linhagens da hermenêutica filosófica contemporânea.
The present text affirms ‘primacy of relation’, questioning some of the lines of Western thinking which underrate it as a ‘minimal’ category, a ‘charitable case’, almost a ‘non-entity’. The doctrine of the Trinity, demanding a grammar that synthetically unites ‘substance’ and ‘relation’, finds in the notion of ‘Person’ an ‘ontological novelty’ which, in triple measure, expresses the ad se (for itself ) of the substance and the ad aliud (for the other) of the relation. “In God it is exactly the same thing (omnino idem) to be and to be a person. If being is an absolute term, the person is the relation.” (Augustine of Hippo, De Trinitate, VII, VI, 11). That is why «le jeu trinitaire» makes real «par excès et par avance» (J.-L. Marion) the ‘lost paradise’ of thought: reconciling the ‘in-itself ’ and the ‘for-itself ’.And the reciprocity of the Trinity, the paradigm of perfect relationship, is increasingly the place to which various lines of contemporary philosophical hermeneutics return.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9778
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2006 - Vol. 036 - Fasc. 1

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