Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/9311
Título: Percepções e representações sociais dos pais perante a inclusão de crianças com NEE
Autor: Santos, Maria Florinda Matias dos
Orientador: Marques, Ana Paula Pereira
Data de Defesa: 2008
Resumo: A presença, nas escolas, de crianças, adolescentes e jovens portadores de deficiência ou incapacidade de carácter permanente é uma realidade que todos conhecemos. Mas, até que ponto o que se conhece é aceite, numa atitude construtiva e não de “tem que ser”, evitando que a inclusão corra o risco de ser muito mais uma ideia, uma teoria do que uma prática efectiva? Hoje como ontem, continuamos a vivenciar situações que remetem para uma resignação não isenta de alguma revolta e não para uma efectiva participação. Esta atitude verifica-se em diversos espaços, contextos sociais e nos diferentes intervenientes do processo educativo (alunos, professores, auxiliares, pais…). Destes intervenientes, realçamos os pais, principalmente os pais de crianças que frequentam o ensino regular, ou seja sem Necessidades Educativas Especiais (NEE), dado o papel fundamental que desempenham, enquanto primeiros agentes de socialização, na forma como os seus filhos poderão ver e sentir a presença de colegas com aquelas necessidades. Este estudo realizado sobre as representações sociais dos pais relativamente à inclusão, pretendeu perceber como é que estes se situam perante aquela problemática e, simultaneamente, dar o seu contributo ao nível de estudos centrados nos pais de crianças “normais” e não tanto nos pais de crianças com NEE, uma vez que os estudos existentes se situam, predominantemente, à volta destes últimos. Para a recolha da informação, junto dos pais, utilizou-se o inquérito por questionário, abrangendo as escolas, com os casos mais graves de crianças com Necessidades Educativas Especiais, do Agrupamento Cávado Sul, Concelho de Barcelos. Das conclusões do estudo podemos dizer que os pais revelam ter representações positivas, relativamente à problemática da inclusão, mas estas são menos definidas quando estão em causa afirmações que implicam conhecimento específico e/ou acções concretas. Nestes casos, como verificámos, há uma maior “divisão” entre os pais, reveladoras de que nas respostas poderá existir um peso considerável do “socialmente correcto”. Por outro lado, é evidente a necessidade de uma maior interrelação entre os pais e a escola, reforçando o envolvimento dos primeiros, para que as práticas passem a traduzir aquela representação de Inclusão.
The presence, in schools, of children and youths permanently handicapped or disabled is a well-known reality. However, to what extent what is known is accepted with a constructive attitude and not as a mandatory one, preventing inclusion from being more an idea, a theory, than an actual practice? Now, as before, we continue to live situations of a certain angry resignation, not of actual participation. This attitude is present in different spaces, social contexts, and among different actors involved in the education process (students, teachers, staff, parents...). Among these actors, we focus on parents of children attending the regular education system, i.e., children with no Special Education Necessities (SEN), considering their fundamental role as first agents of socialisation regarding the way their children see and feel the presence of colleagues with such necessities. This study focuses on parents’ social representations of inclusion. It intends to understand how they situate themselves regarding this problematic, and simultaneously to contribute to studies focusing on the so-called “normal” children and not on the parents of children with SEN, since research has focused predominantly on the latter. Information has been gathered through a questionnaire inquiry applied to parents, encompassing the schools of the Education Group of Cávado Sul (Barcelos), attended by children with the most serious cases of Special Education Necessities. Conclusions show that parents share positive representations of inclusion. However, such representations are less clear when statements implying specific knowledge and/ or actual actions are at stake. In these cases, as we could verify, parents differentiate more among themselves, revealing that their answers may include a considerable amount of “social correctness”. On the other hand, the need to strengthen the relationship between parents and the school is clear, claiming for an increased participation of the first so that practices may express representations on inclusion.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9311
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FCS - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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