Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/9232
Título: Avaliação do impacto da mudança organizacional na saúde dos trabalhadores
Autor: Neto, Raquel Maria Branco Miranda de
Orientador: Fonseca, António
Oliveira, Eduardo
Data de Defesa: Jan-2012
Resumo: Dado o crescente cenário competitivo no mundo empresarial, as organizações são obrigadas a implementar mudanças que lhes permitam manter-se no mercado. Tais mudanças exigem alterações comportamentais e de relacionamento, que requerem ajustamentos individuais que, geralmente, provocam insegurança e stress nos indivíduos abrangidos (Camara, Guerra, & Rodrigues, 2010). O presente estudo teve como objectivo geral aceder às representações que os trabalhadores do Centro Hospitalar do Nordeste [CHNE] têm da mudança organizacional, mormente, quanto ao impacto desta na saúde e bem-estar e também, compreender como os trabalhadores analisam a concepção, implementação e gestão da mudança organizacional. Para o efeito privilegiou-se a metodologia quantitativa, essencialmente descritiva, com a realização de um inquérito por questionário, utilizando alguns itens do instrumento de Torres-Oliveira (2005). O tratamento de dados, conduzido pelo Statistical Package for the Social Sciences [SPSS], permitiu analisar as representações dos trabalhadores quanto às novas condições de trabalho, à mudança de horário, à participação na mudança e ao índice de bem-estar. A amostra integrou 169 trabalhadores, distribuídos por sete grupos profissionais: Pessoal Médico, Técnico Superior de Saúde, Técnico Superior, Pessoal de Enfermagem, Pessoal Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, Assistente Técnico e Assistente Operacional. Os grupos profissionais que demonstraram, de um modo geral, maior satisfação com a mudança foram o Pessoal Médico e o Assistente Operacional. Por sua vez, o Técnico Superior de Saúde foi o grupo que se evidenciou menos optimista. Os resultados evidenciaram que a adopção de uma estratégia tecnocêntrica na gestão da mudança, isto é, o não envolvimento dos trabalhadores no processo (Parente, 2006) conduziu a resistências individuais como a crítica e o medo (Almeida, 2005; Rego & Cunha, 2004). Os riscos psicossociais traduziram-se, a nível organizacional, num aumento do absentismo (Coelho, 2010); a nível individual, a mudança provocou um aumento do nível de stress e um esgotamento físico e psicológico.
Given the increasingly competitive scenario of the entrepreneurial world, organizations are required to implement changes that will allow them to remain in the market. Such changes demand behavioural transformations, as well as of the relationships, which require individual adjustments that usually cause insecurity and stress in the subjects involved (Camara, Guerra, & Rodrigues, 2010). The present study was aimed at approaching the representations that the workers of the Hospital Center of the Northeast [HCNE] have of the organizational change especially as to the impact on health and well-being and also understand how workers analyze the design, implementation and management of the organizational change. For that purpose we focused on the quantitative methodology, essentially descriptive, with the completion of a questionnaire survey, using some items from the instrument by Torres-Oliveira (2005). The data processing, conducted by the Statistical Package for the Social Sciences [SPSS], allowed to analyze the representations of the workers regarding new working conditions, change of schedule, participation in the change and indication of well-being. The sample included 169 employees spread over seven professional groups: Medical Staff, Health Technician, Senior Technician, Nursing Staff, Technical Staff of Diagnosis and Therapy, Technical Assistant and Assistant Operating. The professional groups which have broadly shown greater satisfaction with the change were the Medical Staff and Assistant Operating. In turn, the Health Technician was the group that showed less optimistic. The results showed that the introduction of a technocentric strategy on management of change, ie the non-involvement of the workers in the process (Parente, 2006) leads to individual resistances as criticism and fear (Almeida, 2005; Rego & Cunha, 2004). Psychosocial risks led to an increased absenteeism, on the organizational level (Coelho, 2010); on the individual stage, the change has caused an increased standard of stress and a physical as well as psychological exhaustion.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9232
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FEP - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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