Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/9107
Título: A cultura organizacional em Portugal: de dimensão oculta a principal activo intangível
Autor: Lopes, Albino
Palavras-chave: Cultura organizacional
Integração pela cultura
Activo intangível
Organizational culture
Integration by culture
Intangible asset
Data: 2010
Editora: Universidade Católica Portuguesa. Departamento de Economia, Gestão e Ciências Sociais
Citação: LOPES, Albino - A cultura organizacional em Portugal: de dimensão oculta a principal activo intangível. Gestão e Desenvolvimento. Viseu. ISSN 0872-556X. Nº 17-18 (2009-2010), p. 3-26.
Resumo: A cultura organizacional tornou-se um dos temas mais correntes dos congressos, textos e palestras das escolas de gestão, no decurso dos últimos 30 anos, sem que o tema se encontre, entretanto, devidamente desocultado para os profissionais e para os estudiosos da matéria. A sua popularidade, como moda em gestão, emergiu nos anos 80, a partir da interpretação feita por estudiosos americanos do sucesso da gestão japonesa, como resultado da adaptação às contingências nacionais dos princípios anglo-saxónicos da condução científica dos negócios, e em particular do taylorismo associado à medição da qualidade. Neste artigo são passados em revista os principais autores e é proposta uma definição e uma grelha de leitura integradas, a fim de se poder ler, numa única matriz interpretativa as determinantes da cultura nacional, profissional e organizacional. Optou-se, assim, por reverter a tendência natural para a polissemia dos temas mais complexos, procedendo, naturalmente, a opções, questionáveis a diversos títulos. A proposta reflecte a nossa convicção de que, numa era marcada pela diferenciação organizacional, a cultura desempenha um papel integrador, substituindo figuras mais arcaicas de construção da coesão interna, no seio das organizações como é o caso da hierarquia ou do mercado. A partir de alguns estudos empíricos propõe-se, ainda, uma chave de leitura da cultura organizacional portuguesa, caracterizando-a com base numa abordagem preferencialmente clínica e etnográfica. Arrisca-se, enfim, uma ideia/valor âncora da cultura organizacional portuguesa. Designamo-la de cultura adaptativa em lugar de apontar a cultura de regras como suporte do edifício cultural das organizações portuguesas. As virtualidades desta âncora cultural, integrando a capacidade de empatia e a inventividade dos portugueses, apesar da fraca apetência para o planeamento e gestão por processos, podem conduzir-nos, como povo, na senda da esperança de fazer dela, um dos activos intangíveis mais determinantes da gestão das pessoas no nosso país. The organizational culture has become one of the most recurring topics in the congresses, texts and lectures of the business schools, in the course of the last 30 years, without the subject having been, however, properly unveiled to the professionals and the scholars that work on it. Its popularity, as management fad, emerged in the 1980s, from the interpretation of American scholars on the success of the Japanese management, as a result from the adaptation to the national contingencies of the Anglo-Saxon beginnings of the scientific management of businesses, and, in particular, of the Taylorism associated to the measurement of quality. In this paper, the main authors are reviewed and it is proposed an integrated definition and reading grid, in order to be able to read, within a single interpretative matrix, the determinants of the national, professional and organizational culture. It was, thus, opted to revert the natural tendency to the polissemic of the more complex subjects, proceeding, naturally, to questionable options at various titles. The proposal reflects our conviction that, in an era marked by the organizational differentiation, the culture plays an integrating role, substituting more archaic figures of construction of internal cohesion, within the organizations, as is the case of the hierarchy or the market. From a few empirical studies it is proposed, also, a reading key of the Portuguese organizational culture, characterizing it on the basis of an approach preferentially clinical and ethnographic. It is risked, at last, an anchor idea/value of the Portuguese organizational culture. We designate it as adaptive culture instead of pointing towards the culture of rules as support of the cultural edifice of the Portuguese organizations. The virtualities of this cultural anchor, integrating the ability of empathy and the inventiveness of the Portuguese, due to the weak appetence towards the planning and management by process, may lead us, as a people, in the quest of the hope of making that cultural anchor one of the intangible assets more determining of the management of people in our country.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9107
ISSN: 0872-556X
Aparece nas colecções:RGD - Nº 017-018 (2009-2010)

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