Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/9070
Título: Les écrivains et la langue: le cas de Charles Ferdinand Ramuz
Autor: Laurel, Maria Hermínia Amado
Data: 2006
Editora: Universidade Católica Portuguesa. Departamento de Letras
Citação: LAUREL, Maria Hermínia Amado - Les écrivains et la langue: le cas de Charles Ferdinand Ramuz. Máthesis. Viseu. ISSN 0872-0215. Nº 15 (2006), p. 275-289.
Resumo: Este estudo pretende iniciar o leitor à problemática das relações entretecidas entre os escritores e a língua na qual se exprimem. Trata-se de uma questão particularmente premente no caso dos escritores de língua francesa cuja nacionalidade porém é outra. Se nos casos dos escritores provenientes de países hoje independentes ou em processo de progressiva autonomia, mas outrora sob administração francesa, o uso da língua do “ocupante” adquire várias modulações, entre o sentimento da sua inadequação para traduzir culturas de transmissão oral (Patrick Chamoiseau), e a sua constituição como veículo de comunicação internacional da situação do colonizado (Albert Memmi, ou Assia Djebar, voz da condição feminina), o uso da língua francesa reveste-se de outros contornos no caso dos escritores europeus belgas e suíços, para os quais o francês é também uma língua materna (caso à parte ainda ocupam os escritores flamengos que escrevem em língua francesa), solicitando portanto outros enfoques. Questão crucial no caso da obra de Charles Ferdinand Ramuz, um dos escritores suiços de língua francesa mais emblemáticos da primeira metade do século XX, cujos romances acabam de ser editados na prestigiada colecção Bibliothèque de La Pléiade. É precisamente sobre alguns dos ensaios mais significativos do autor que nos debruçamos neste estudo, comprovando o seu empenhamento no direito à diferença que deve ser reconhecido aos usos não-clássicos da língua francesa como língua literária. Cette étude constitue une introduction à la problématique des rapports entretenus par les écrivains à la langue dans laquelle ils s’expriment. Il s’agit d’une question d’une importance accrue dans le cas des écrivains dont l’usage de la langue française ne correspond pas à la nationalité française. La langue française est différemment modulée dans le cas des écrivains en provenance de pays aujourd’hui indépendants ou en procès d’autonomisation, mais auparavant sous administration française. Le sentiment de son inaptitude à la transmission de cultures véhiculées oralement (Patrick Chamoiseau), ou à la situation du colonisé (Albert Memmi, ou Assia Djebar, voix de la condition féminine) en constituent des motifs récurrents. L’utilisation de la langue demande pourtant une autre approche dans le cas des écrivains européens de langue française suisses et belges, pour lesquels cette langue est aussi la langue maternelle (les écrivains flamands qui s’expriment en français constituant un autre cas de figure). Cette question devient de la plus grande importance dans le cas de Charles Ferdinand Ramuz, un des écrivains suisses romands les plus importants de la première moitié du XXe siècle, dont les romans viennent d’être édités dans la collection réputée, la Bibliothèque de La Pléiade. Nous nous pencherons sur quelques-uns des essais les plus significatifs de cet auteur dans la présente étude, parmi ceux qui témoignent de son engagement dans la défense du droit à la différence qu’il estime devoir être reconnu à des usages non-classiques de la langue française en tant que langue littéraire.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9070
ISSN: 0872-0215
Aparece nas colecções:RMA - Nº 015 (2006)

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