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Título: Nostalgia do passado em Sophia: o fascínio da Grécia
Autor: Ferreira, José Ribeiro
Data: 2006
Editora: Universidade Católica Portuguesa. Departamento de Letras
Citação: FERREIRA, José Ribeiro - Nostalgia do passado em Sophia: o fascínio da Grécia. Máthesis. Viseu. ISSN 0872-0215. Nº 15 (2006), p. 197-210.
Resumo: Dos muitos temas que a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen desenvolve e trata, muito significativos todos, proponho-me analisar o fascínio pela Grécia que a sua obra evidencia - pela Grécia primordial em que deuses, homens e natureza conviviam. A nostalgia do passado (infância ou Grécia antiga) implica que à memória seja atribuída significativa importância e uma função de relevo nesse retorno e refazer do tempo. Mas para que a memória evoque esse passado e desdobe o fio do tempo, há necessidade de silêncio - quer seja o silêncio da noite, quer o do jardim, quer o da floresta, quer o da praia - e de atenção às coisas. Ou seja, é necessário estar atento. Em conclusão, é necessário viver «atenta como uma antena», ter «olhos de coruja / Na obscura noite lúcida», como propõe no poema "Vieira da Silva» de Musa (p. 37). In this essay my aim is to analyse one of Sophia de Mello Breyner’s favourite poetic issues: her fascination for Greece that is illustrated throughout her poetic work. I refer to Breyner’s interest in the primordial Greece, when gods, human beings and nature lived together. The nostalgia for the past (for childhood or for the ancient Greece) implies that significant importance is given to memory. Memory, thus, acquires a relevant role in this return to and in this remake of time. But, to allow memory evoke this past and unfold the thread of time, silence is required – the silence of the night, the silence of the garden, the silence of the forest, the silence of the beach – and it is necessary to pay attention to things. In other words, it is necessary to be attentive. In sum, it is necessary to live «alert as an antenna», to have «owl’s eyes/In the obscure lucid evening», as Breyner suggests in the poem “Vieira da Silva” from Muse (p. 37).
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/9064
ISSN: 0872-0215
Aparece nas colecções:RMA - Nº 015 (2006)

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