Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8832
Título: O “novo” modelo organizativo dos serviços de saúde para atendimento de crianças e jovens e risco psicossocial : a perspetiva do Serviço Social
Autor: Ribeiro, Arminda Augusta Oliveira
Orientador: Martins, Paula Cristina
Palavras-chave: Crianças e Jovens em Risco Psicossocial
Sistema de Saúde
Serviço Social
Children and Youths at Psychosocial Risk
Health System
Social Service
Data de Defesa: 12-Mai-2011
Resumo: Este estudo teve por objetivo compreender as implicações da reorganização do funcionamento dos serviços de saúde prestados a crianças e jovens em risco psicossocial no papel e na prática profissional do assistente social. Foi realizado um estudo exploratório descritivo de natureza qualitativa. A recolha de dados resultou da aplicação de uma entrevista semi-estruturada a oito profissionais de Serviço Social que trabalham em unidades públicas de saúde. De acordo com os dados apurados, constatamos que os assistentes sociais têm um conhecimento mais teórico do que prático sobre a nova proposta de trabalho implementada nos serviços de saúde, uma vez que esta não se encontra em pleno funcionamento. No entanto, apresentaram uma opinião favorável de que tenderá para a uniformização de procedimentos. Os assistentes sociais vêem-se como executores de funções transversais a todas as áreas de intervenção do Serviço Social, pois estão aptos para desenvolver processos de intervenção social assentes em competências como a articulação, a negociação, a mediação e a interação intrainstitucional com os membros da equipa e os sujeitos da ação e, a nível interinstitucional, com os serviços da comunidade. A operacionalização do trabalho em equipa intrainstitucional realiza-se de modo formal, através de pedido de colaboração e, na articulação interinstitucional, mediante o encaminhamento e o envio de ofício acompanhado de informação ou relatório social. É, portanto, uma prática multidisciplinar e interdisciplinar, que objetiva a prevenção primária e secundária com as entidades do mesmo nível de intervenção, sendo que, na prevenção terciária, o assistente social procede, no âmbito da articulação funcional, à sinalização para as Comissões de Proteção às Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) e, em última instância, para os Tribunais. Com a realização desta investigação, concluímos que a nova proposta de trabalho introduzida nos serviços de saúde prestados a crianças e jovens em risco psicossocial é um processo cuja implementação ainda necessita da efetiva superação do paradigma tradicional de intervenção do Serviço Social que norteia as práticas, requerendo um modelo de intervenção em rede, no qual esta assente na articulação, na cooperação e na parceria.
This study aimed to understand the implications of the reorganization and operation of health services provided to children and youths at psychosocial risk in the role and practice of social workers. We carried out qualitative exploratory study. The data collection resulted from the application of a semi-structured interview to eight Social Services’ professionals who work at health public units. According to the results, we found that social workers have a more theoretical than practical knowledge about the new work proposal implemented in health services, since it is not in full operation. However, they showed a favorable opinion that tends to standardize procedures. Social workers see themselves as functions’ executors that cut across all areas of social service intervention, particularly in health, because, they are able to develop processes of social intervention based on abilities such as articulation, negotiation, measurement and intra-institutional interaction with the team members and the action subjects and the inter-institutional with the community services. The operation of the intra-institutional teamwork takes place through formal request of collaboration and inter-institutional articulation by means of routing and dispatch of a letter accompanied by information or social report. It is therefore an interdisciplinary and multidisciplinary practice, which seeks the primary and secondary prevention with the entities of the same level of intervention, and, in tertiary prevention, the social worker within the functional articulation makes the sign for the CPCJ (Comission for the Protection of Children and Youths at Risk), and ultimately to the courts. With this work, we conclude that the working new work proposal introduced in the health services provided children and young people at risk is a psychosocial process whose implementation still needs effectively to overcome the traditional paradigm of social work intervention, that guides practices and requires intervention model in a network, in which the intervention is based on articulation, cooperation and partnership.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8832
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FCS - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
tese completa.pdf770,23 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.