Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8830
Título: Experiência do luto e crescimento pós-traumático à luz da perspectiva da vinculação numa amostra de estudantes universitários
Autor: Duarte, Ana Margarida Pitães
Orientador: Ramos, Rui
Palavras-chave: Luto
Crescimento Pós-Traumático
Vinculação
Grief
Posttraumatic Growth
Attachment
Data de Defesa: 2012
Resumo: O confronto com a perda de um ente significativo pode ser um catalisador para a ocorrência de Crescimento Pós-Traumático (CPT). A Teoria da Vinculação sugere que o modo como o sujeito se adapta à perda e a intensidade das suas reacções perante um luto está intrinsecamente relacionado com o seu padrão de vinculação aos outros. Revela-se assim impreterível avaliar o fenómeno de CPT à luz desta teoria. O objectivo geral do presente estudo consistiu em avaliar o CPT numa amostra de sujeitos universitários que perderam um ente querido, pretendendo-se verificar se os níveis de crescimento são mais elevados em sujeitos que perderam uma/ambas as figuras parentais (Grupo Parental), comparativamente a sujeitos que perderam outros entes queridos (Grupo Não-Parental). Pretendeu-se também avaliar se a qualidade da vinculação prediz a intensidade do CPT. Esta investigação foi ainda desenvolvida atendendo aos seguintes objectivos específicos: a) averiguar se existem diferenças nos índices de CPT quando se considera o «tempo decorrido após a perda»; «causa da morte»; «procura de acompanhamento psicológico após o luto»; «intensidade emocional da perda» e «presença de um luto patológico»; b)averiguar se existem diferenças nos índices de Mudanças Negativas quando se considera a variável de luto «grau de parentesco». A amostra foi constituída por 213 sujeitos universitários e os instrumentos utilizados foram, além de um Questionário Sociodemográfico e do Luto, o Inventário de CPT (Tedeschi & Calhoun, 1996; versão portuguesa adaptada por Resende et al., 2008); Escala de Mudanças Negativas após o Trauma (Costa, 2008); Inventário do Luto Complicado (Prigerson et al., 1995; versão portuguesa adaptada por Delalibera, 2010) e Escala de Vinculação do Adulto (Collins & Read, 1990, versão portuguesa adaptada por Canaverro et al., 2006). Os resultados obtidos apuraram que os sujeitos do Grupo Parental experienciaram concomitantemente maiores níveis de CPT e de mudanças negativas após a perda, comparativamente ao Grupo Não- Parental. Por outro lado, o tempo decorrido após a perda e a intensidade emocional despoletada por esta revelaram-se positivamente correlacionados com os índices de CPT. As variáveis causa de morte inesperada e a procura de acompanhamento psicológico não mostraram estar associadas à experiência de crescimento. No que respeita às variáveis que melhor predizem a experiência de CPT, a segurança na vinculação revelou-se a melhor preditora de níveis mais elevados de crescimento, sendo que foi igualmente provado que um estilo de vinculação insegura prediz níveis mais baixos de crescimento. O trabalho desenvolvido tem o seu mérito contributivo na mudança de uma perspectiva focada exclusivamente na patologia e consequências negativas da perda, rumo a uma abordagem mais salutogénica.
The confrontation with the loss of a loved one can be a significant catalyst for the occurrence of Posttraumatic Growth (PTG). The Attachment Theory suggests that the way the individual adapts to the loss and the intensity of their reactions to bereavement is intrinsically linked to their pattern of attachment to others. It is thus imperative to evaluate the phenomenon of PTG in the extent of this theory. The main objective of this study was the evaluation of the PTG in a sample of university students who lost a loved one, in order to check if the growth rates are higher in subjects who lost one/both parent figures (Parental Group), compared to subjects who have lost other loved ones (Non-Parental Group). The purpose was also to evaluate if the quality of attachment predicts the intensity of the PTG. This research was further developed according to the following specific objectives: a) appraise whether there are differences in the rates of PTG when considering «time elapsed after loss», «cause of death», «seeking counseling after bereavement»; «emotional intensity of loss» and «presence of pathological grief», b) learn if there are differences in the rates of negative changes when considering the variable «degree of relatedness». The sample consisted of 213 university subjects and the instruments used were, in addiction to a Sociodemographic and Grief Questionnaire, the Inventory of PTG (Tedeschi & Calhoun, 1996; Portuguese version adapted by Resende et al., 2008); Escala de Mudanças Negativas Após o Trauma (Costa, 2008); Inventory of Complicated Grief (Prigerson et al., 1995; Portuguese version adapted by Delalibera, 2010) and Adult Attachment Scale (Collins & Read, 1990, Portuguese version adapted by Canavarro et al., 2006). The obtained results indicated that the subjects of the Parental Group experienced both high levels of PTG and negative changes after loss, compared to Non-Parental Group. Moreover, the time elapsed after the loss and emotional intensity triggered proved to be positively correlated with the levels of PTG. Unexpected death and seeking counseling variables have shown not to be associated with the growth experience. Regarding the variables that best predict the experience of PTG, the secure attachment proved to be the best predictor of higher levels of growth, and has also been proven that an insecure attachment style predicts lower levels of growth. This research has the contributory merit in changing the perspective focused exclusively on the pathology and negative consequences of loss, toward a healthier approach.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8830
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FF - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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