Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8781
Título: As declinações do amor : uma curiosidade do texto lucano
Autor: Mendonça, José Tolentino
Data: 2007
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: MENDONÇA, José Tolentino - As declinações do amor : uma curiosidade do texto lucano. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 37:1 (2007) 107-114
Resumo: É sabido como Lucas concede uma atenção profunda à singularidade do estatuto de Jesus, recorrendo a um grande número de tipologias narrativas. Um exemplo curioso, e que se soma a esses, é, porém, de natureza lexical: o das declinações do verbo amar. Dentre os Sinópticos, é este Evangelista quem faz um emprego mais numeroso desse verbo. Nele também, sempre que o verbo é significativo, ocorre nos discursos de Jesus. Sem dúvida que o seu sentido, em parte, prolonga quanto estava já fixado na tradição veterotestamentária, onde uma experiência de amor une o Deus da Aliança ao povo escolhido, através da fidelidade às exigências concretas da Lei (Ex 19,3-8). Mas em Lucas, o verbo amar é, para além disso, declinado em modo absoluto. E essa originalidade funciona como dispositivo de intensificação (verbal e teológica), anunciando não apenas a autoridade inédita com que Jesus desenvolve o seu programa profético, mas possibilitando o reconhecimento, na Fé, da sua identidade e do seu poder de Salvação. Mesmo aos que se situam “fora da Lei”.
It is well known that Luke gives considerable attention to the singular status of Jesus, having recourse to a considerable range of narrative typologies. A curious example, and one that encapsulates them all is, however, lexical in nature: the inflections of the verb love. Within the Synoptic Gospels, it is this Evangelist who makes the most frequent use of this verb. Moreover, whenever this verb is significant, it occurs in Jesus’ discourse. Without a doubt its sense extends as far as it was already fixed in Old-Testament tradition, where an experience of love unites the God of the Covenant to the chosen people, through faithfulness to the concrete requirements of the Law (Ex 19, 3-8). But in Luke, the verb love is furthermore inflected in an absolute sense. And this originality functions as an intensifying device (verbal and theological), announcing not only the unheard-of authority with which Jesus develops his prophetic programme, but also permitting a recognition, in Faith, of his identity and of his power to Save. Even for those placed ‘outside the Law’.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8781
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2007 - Vol. 037 - Fasc. 1

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